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09/02/2010 - 17h43

Irã condena uma pessoa à morte por distúrbios na Ashura

Teerã, 9 fev (EFE).- Um tribunal revolucionário de Teerã condenou à morte uma pessoa e outras oito a diferentes penas de prisão por participação nos sangrentos distúrbios do dia da Ashura, informou hoje a agência local de notícias "Fars".

Segundo a agência, todas as penas, incluindo a do suposto opositor condenado à forca, poderão ser contestadas em um prazo de três semanas.

Por sua vez, outra agência local, a "Mehr", assegurou que foram ratificadas as sentenças pronunciadas contra 35 pessoas acusadas de participar dos protestos ocorridos após as eleições no Irã.

Entre as penas confirmadas pelo Tribunal de Apelação, uma de grande repercussão foi a de cinco anos de prisão imposta ao alto responsável pela plataforma pró-reformista "Mujahedin da Revolução Islâmica", Behzad Nabavi.

"Os condenados foram considerados culpados por participarem de manifestações, divulgarem propaganda contra a República Islâmica, atacarem agentes de segurança e destruirem bens públicos", explicou a agência.

A Mehr informou, além disso, sobre a libertação nesta terça-feira de Ali Reza Bahesti, assessor do líder do movimento "verde" pró-reformista, Mir Hossein Moussavi, que havia sido detido um dia depois da festa de "Ashura". Bahesti foi solto após pagar fiança.

O Irã atravessa uma grave crise política e social desde a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho do ano passado, considerada produto de uma "fraude maciça" pela oposição.

Logo após a divulgação do resultado das urnas, centenas de milhares de pessoas foram às ruas aos gritos de "onde está meu voto?".

Na violenta repressão aos protestos morreram pelo menos 30 pessoas, segundo números oficiais, e 72 de acordo com o cálculo dos opositores.

Além disso, milhares de iranianos foram detidos, entre eles centenas de responsáveis e partidários da oposição reformista liderada pelos candidatos derrotados, Mir Hussein Moussavi e Mehdi Karroubi.

Os protestos, que ocorrem há sete meses, se intensificaram em 27 de dezembro, dia sagrado da Ashura, após uma violenta repressão na qual foram detidas cerca de 500 pessoas.

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