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09/02/2010 - 16h01

Timoshenko não reconhece derrota e tentará impugnar eleições na Ucrânia

Boris Klimenko.

Kiev, 9 fev (EFE).- A primeira-ministra Yulia Timoshenko não aceitou a derrota eleitoral e seu partido anunciou hoje que tentará impugnar nos tribunais os resultados do segundo turno do pleito presidencial ucraniano, que pelos dados preliminares deram vitória ao seu rival, o líder opositor Viktor Yanukovich.

"Ontem à noite tomamos a decisão de impugnar os resultados e exigir uma apuração por circunscrições e se os tribunais nos derem razão, questionaremos os resultados gerais das eleições", declarou a número dois do Bloco de Yulia Timoshenko (BYT), a deputada Elena Shustik.

Em declarações citadas pela agência "Unian", a legisladora afirmou que diversos resultados podem ser impugnados, porque há provas das irregularidades.

Shustik assinalou que 5,6% dos eleitores votaram a partir de suas casas sem atestados médicos, situação observada no oriente do país, o reduto eleitoral de Yanukovich.

A deputada admitiu que a revisão dos resultados em algumas circunscrições não significará a repetição do segundo turno das eleições presidenciais.

Até agora, Timoshenko não comentou em público a derrota, mas logo após o fechamento dos colégios eleitorais, quando as pesquisas de boca-de-urna apontavam Yanukovich como vencedor, pediu aos seus partidários para lutar por cada voto.

"É preciso defender cada protocolo, cada ata, cada voto, porque um voto pode decidir o destino do país", disse no domingo à noite a primeira-ministra, que ontem adiou e, posteriormente, cancelou uma entrevista coletiva.

O chefe de sua campanha, Alexander Turchinov, declarou que as eleições do domingo foram "as mais sujas" e que ocorreram "falsificações importantes", apesar de os observadores internacionais terem concluído que o pleito cumpriu os protocolos democráticos.

"Reconheceremos o triunfo de Yanukovich só no caso que não possamos demonstrar nos tribunais as irregularidades da vitória", declarou hoje o deputado Andrei Shkil.

Segundo o legislador, a equipe da primeira-ministra dúvida da correção da votação em mais de 1 mil colégios eleitorais e recorrerá, em particular, aos votos emitidos em domicílios sem os correspondentes atestados médicos.

"Agora a tarefa é reunir as provas para comprovar a fraude", enfatizou Shkil.

De acordo com os dados da Comissão Eleitoral Central (CEC), apurados 99,94% dos votos, Yanukovich tem 48,94% dos votos, e Timoshenko 45,48% e 4,46% dos eleitores não votaram em nenhum candidato.

Em números absolutos, a vantagem do líder opositor é de 1 milhão de votos, por isso que a maioria dos analistas considera que as reivindicações de Timoshenko só servem para aumentar o reconhecimento da vitória de Yanukovich.

Centenas de partidários do líder opositor se reuniram junto à sede da CEC para esperar o anúncio dos resultados definitivos das eleições.

Fontes da Polícia de Kiev indicaram que nesta manhã chegaram à capital 2 mil pessoas, em mais de 40 ônibus, para participar do comício de apoio a Yanukovich.

Amanhã deve sair o anúncio oficial das eleições e os partidários do líder opositor planejam comemorar a vitória junto à sede da Rada Suprema ou Parlamento da Ucrânia.

Dirigentes do Partido das Regiões, de Yanukovich, demonstraram surpresa com a reação de Timoshenko com relação ao resultado das urnas.

"Timoshenko perdeu a cabeça: não reconhece a opinião dos observadores internacionais. É um absurdo. Com isso, põe um ponto final a sua carreira", declarou Nikolai Azárov, deputado do partido.

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