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10/02/2010 - 14h45

Bernanke diz que o Federal Reserve estuda medidas de ajuste monetário

Washington, 10 fev (EFE).- O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse hoje que o banco central dos Estados Unidos está analisando a redução da base monetária como um primeiro passo para suprimir as medidas estímulo, as quis seguiriam altas de juros.

Bernanke fez a declaração em discurso por escrito divulgado hoje, apesar de não comparecer ao Congresso devido a grande tempestade de neve que castiga o nordeste do país e que paralisou Washington.

"Embora a economia americana ainda precise de apoio de políticas monetárias, em certo momento o Federal Reserve terá de endurecer as condições financeiras mediante uma alta das taxas de juros a curto prazo e a redução da quantidade de reservas bancárias", disse o chefe da Fed.

Bernanke informou que o Federal Reserve poderia colocar a toda prova diversos métodos para reduzir o volume de dinheiro que circula no sistema financeiro, primeiro as pequenas quantidades, para preparar o mercado para uma intervenção maior e garantir que esses mecanismos funcionam.

Quando o banco central decidir que é hora de realizar o reajuste monetário, essas operações seriam ampliadas em grande escala, informou o chefe do Federal Reserve.

Se as condições indicarem uma retirada mais rápida das medidas de estímulo, o banco central elevaria os juros pagos às entidades privadas por seus reservas.

Isso motivaria a realização de depósitos nas contas do Federal Reserve, o que tiraria o dinheiro de circulação.

Trata-se da explicação mais detalhada dada até agora por Bernanke de como deve agir o Federal Reserve para colocar um fim às medidas extraordinárias adotadas, para impedir que os Estados Unidos caíssem em uma depressão econômica o ano passado.

Bernanke divulgou seu discurso por escrito, depois que a tempestade de neve que castiga o nordeste do país obrigasse a cancelar seu comparecimento prevista para hoje no Congresso.

O chefe do Fed enfatizou que "a sequência de passos e a combinação de ferramentas que o Federal Reserve use para acabar com a política monetária atual, que é muito branda, dependerá dos fatos econômicos e financeiros".

O banco central já começou a retirar dos mercados, quando não renovou a compra de dívida hipotecária, mas poderia passar dessa atitude "passiva" a uma "ativa" com a venda de ativos, "quando a recuperação econômica esteja suficientemente avançada", explicou Bernanke.

Os Estados Unidos retomaram o crescimento na segunda metade do ano passado, mas o desemprego se mantém em 9,7%, um número elevado para o país com mecanismos frágeis de assistência aos desempregados.

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