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10/02/2010 - 11h59

Enviado norte-coreano reúne-se em Pequim com Governo chinês

Pequim, 10 fev (EFE).- O enviado norte-coreano para as negociações multilaterais na crise nuclear na península coreana, Kim Kye-gwan, reuniu-se hoje com seu colega chinês, Wu Dawei, recém nomeado embaixador especial para a Península Coreana, informou o Ministério chinês de Assuntos Exteriores.

Em comunicado de imprensa, o Ministério assinalou que Wu será o responsável pelo diálogo de seis lados, entre as duas Coreias, os Estados Unidos, Rússia, Japão e China, e sobre os temas relacionados com esta crise.

Durante o encontro entre Wu e o enviado norte-coreano "os dois conversaram sobre as relações entre a China e a Coreia do Norte, e o diálogo de seis e assuntos de preocupação comum", explicou o porta-voz de turno da pasta, Ma Zhaoxu.

Wu, familiarizado com a península coreana, era até hoje vice-ministro de Exteriores, e anteriormente ocupou o cargo de subdiretor-geral do Ministério para o Departamento da Ásia, e o de embaixador na Coreia do Sul e no Japão.

O novo embaixador participou como responsável da delegação chinesa em diferentes rodadas do diálogo a seis, iniciado em 2003 e com alguns avanços.

A nomeação coincide com uma série de movimentos diplomáticos para retomar as negociações, estagnadas desde abril de 2009, já que um alto cargo enviado por Pequim a Pyongyang, Wang Jiarui, acompanhou o negociador Kim Kye-gwan de volta à capital chinesa na segunda-feira após ter se reunido com o líder norte-coreano, Kim Jong-il, em Pyongyang.

Durante o encontro, Kim assinalou sua disposição a continuar as consultas para resolver a crise nuclear.

O subsecretário-geral para Assuntos Políticos da ONU, Lynn Pascoe, visitou a China nos últimos dias e se reuniu com o titular de sua pasta, Yang Jiechi, antes de trasladar-se ontem para Pyongyang para abordar a crise norte-coreana e a ajuda humanitária ao país comunista.

O diálogo multilateral ficou paralisado de dezembro de 2008 a abril de 2009, quando Pyongyang anunciou sua retirada definitiva da mesa de diálogo em resposta às sanções da ONU impostas pelo lançamento de um foguete de longo alcance por parte de Pyongyang.

Para retomar as negociações, a Coreia do Norte exige o levantamento das sanções e a assinatura de um tratado de paz que substitua o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-1953).

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