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10/02/2010 - 14h51

Pais de Madeleine assistem a fim de julgamento contra ex-policial

Lisboa, 10 fev (EFE).- Os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em Portugal em 2007, participaram hoje da sessão final do julgamento contra o ex-policial que investigou o caso, Gonçalo Amaral, rodeado por várias pessoas na rua antes do início da audiência.

Kate e Gerry McCann retornaram hoje pela terceira vez a Portugal desde que saíram precipitadamente do país em setembro daquele ano após serem declarados temporariamente suspeitos do desaparecimento de sua filha pela equipe de Amaral, processado agora por divulgar suas investigações em um livro.

Na entrada do tribunal, Amaral defendeu o conteúdo da obra e ressaltou que "é um relato de seis meses de investigação" e que o publicou porque foi "alvo de muitas calúnias, difamações e injúrias" por seu trabalho.

O ex-policial, que durante o julgamento se lamentou da "falta de coragem política" no caso, reivindicou seu direito à liberdade de expressão e considerou, em defesa de seu trabalho de investigação, que a decisão dos promotores de fechar o caso "não deixa de ser uma opinião".

O julgamento, de cujas consequências pode derivar do pagamento de 1,2 milhão de euros que os pais de Madeleine reivindicam ao ex-policial como indenização por calúnias, começou em 12 de janeiro passado após um adiamento em dezembro e encerra hoje com a declaração das últimos testemunhas e a leitura das conclusões dos advogados de ambas as partes.

A audiência acontece no Tribunal Civil de Lisboa presidida pela juíza Gabriela Cunha, que deve decidir se mantém a proibição da obra de Amaral "Maddie, a verdade da mentira" que já suspendeu de forma cautelar em 9 de setembro passado.

O ex-policial abandonou a investigação sobre Madeleine e se aposentou antecipadamente em 2007. Ele sugere no livro que os pais de Madeleine se envolveram em uma hipotética morte acidental da menina e esconderam seu corpo.

A obra foi publicada quando a Justiça portuguesa encerrou o caso por falta de provas sobre o paradeiro da menina, em 29 de julho de 2008.

Além da proibição da obra, os McCann decidiram durante o julgamento acusar Amaral de violação de segredo judicial por revelar fatos da investigação em seu livro, que estava impresso e pronto para sua publicação antes do anúncio do fechamento da causa.

O pai lembrou em um discurso público que não são eles os réus em Lisboa, mas Amaral. Ele assegurou que, embora o livro tenha prejudicado as buscas, eles não vão abandoná-las porque não há nenhuma prova de que a menina esteja morta.

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