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11/02/2010 - 20h27

STJ decreta prisão preventiva de Arruda

(atualiza com entrega do governador).

Brasília, 11 fev (EFE).- O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ordenou hoje a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), e de mais cinco pessoas por envolvimento em um suposto esquema de corrupção no Governo local e na tentativa de suborno a um jornalista.

Por 12 votos a 2, o STJ decidiu não só pela prisão preventiva de Arruda, mas também por seu afastamento do cargo de governador.

Pouco após saber da ordem de detenção, Arruda deixou a residência oficial de Águas Claras e se dirigiu à sede da Polícia Federal, onde se entregou antes de a imprensa chegar.

Os advogados de Arruda apresentaram um pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar obter a libertação do governador.

Segundo o site do STJ, também foi decretada a prisão preventiva do "suplente de deputado distrital Geraldo Naves; do ex-secretário de Comunicação do governador, Wellington Moraes; do ex-secretário e sobrinho de Arruda, Rodrigo Arantes Carvalho, e Haroldo Brasil Carvalho, ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB), origem funcional e política de Arruda".

Além disso, o tribunal decretou a prisão de Antonio Bento, funcionário público aposentado e conselheiro do metrô do Distrito Federal.

Bento está preso desde a semana passada em Brasília, quando foi flagrado pela Polícia Federal (PF) quando entregava uma sacola com cerca de R$ 200 mil ao jornalista Edson dos Santos, o "Sombra".

Segundo o jornalista, esse dinheiro seria parte de um total de R$ 1 milhão para declarar que os vídeos usados como prova do suposto esquema de corrupção dentro do Governo do Distrito Federal tinham sido manipulados.

As imagens foram gravadas pelo cérebro do esquema de corrupção, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, que delatou o esquema às autoridades para se beneficiar de uma pena menor.

O Ministério Público Federal tinha oferecido uma denúncia contra Arruda e os outros cinco citados no decreto de prisão preventiva do STJ por formação de quadrilha e corrupção de testemunha, o que serviu de base para a decisão de hoje.

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