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11/02/2010 - 09h56

UE anuncia acordo sobre a Grécia

Bruxelas, 11 fev (EFE).- O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, anunciou hoje à imprensa, sem dar detalhes, um "acordo" sobre a situação na Grécia.

"Em breve vamos apresentar o acordo", disse Rompuy à imprensa em companhia do presidente francês, Nicolas Sarkozy, da chanceler alemã, Angela Merkel, e do primeiro-ministro grego, George Papandreu.

"Em seguida vamos dar uma declaração", acrescentou Van Rompuy.

O anúncio foi feito após uma série de encontros e reuniões bilaterais na sede do Conselho Europeu, os principais envolvidos na busca de uma solução ao grave problema orçamentário da Grécia.

Van Rompuy se dispõe a transferir agora o conteúdo do acordo aos demais líderes europeus, que esperaram o resultado das conversas a partir das 12h no horário local (9h em Brasília).

Desde a primeira hora da manhã, estiveram reunidos, na sede habitual do Conselho, o presidente permanente, o belga Herman Van Rompuy; o presidente rotativo da União e chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero; o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker; o do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet; e o da Comissão, José Manuel Durão Barroso.

Pouco depois chegaram Justus Lipsius o primeiro-ministro grego, Merkel e Sarkozy.

A reunião informal dos 27, que começará com quase três horas atraso sobre o horário inicialmente previsto, não ocorrerá no Justus Lipsius, palco das entrevistas desta manhã, mas na Biblioteca Solvay, a centenas de metros.

O objetivo oficial deste Conselho Europeu informal, convocado por Van Rompuy, é examinar a situação econômica que atravessa a União Europeia (UE) e desenhar a estratégia econômica de futuro.

Mas os mercados esperam, com expectativa, uma mensagem clara dos líderes europeus sobre a delicada situação orçamentária na Grécia, cujas dificuldades de financiamento debilitaram a moeda única e provocam desestabilização de toda a Eurozona.

O compromisso anunciado por Van Rompuy deverá receber agora o apoio de todos os demais sócios, especialmente dos membros da zona do euro.

Da Alemanha e a França foram enviados sinais nas últimas horas que os sócios europeus não vão a deixar que a situação piore e estudam vias de ajuda, mas nenhuma fonte se atreve a assegurar que o Conselho anuncie um autêntico plano de resgate.

Na cúpula de hoje participam os 27 membros da União Europeia, mas só 17 compartilham a moeda única.

Governos como o britânico e o sueco são partidários de confiar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a assistência financeira à Grécia, enquanto os membros da Eurozona tratam de preservar o prestígio e a independência do euro.

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