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12/02/2010 - 13h43

Ataque rebelde no Iêmen deixa 2 mortos e rompe cessar-fogo

Sana, 12 fev (EFE).- Um grupo de rebeldes xiitas do noroeste do Iêmen romperam o cessar-fogo que havia entrado em vigor à 0h local de hoje e atacaram um comboio do Exército, deixando dois soldados mortos e quatro feridos, informaram fontes oficiais.

Um porta-voz do Governo de Sana que pediu para sua identidade não ser revelada informou à Agência Efe que o ataque foi deliberado e aconteceu horas depois do início do cessar-fogo entre as duas partes.

A fonte acrescentou que o comboio militar, que acompanhava uma delegação oficial, foi atacado na região de Al Iqab, 30 quilômetros ao oeste da cidade de Saada, capital da província de mesmo nome e reduto dos insurgentes xiitas, também conhecidos como hutis.

O choque armado foi confirmado à Efe por duas fontes oficiais da região, segundo as quais a área do incidente não costuma ser palco de confrontos.

O porta-voz do Governo iemenita também denunciou que os insurgentes violaram o cessar-fogo em outro local da mesma província, ao sul da cidade de Saada, onde atacaram uma posição militar, mas não deram detalhes.

A parti da meia-noite de hoje, um cessar-fogo ordenado pelo presidente iemenita, Ali Abdala Saleh, passou a vigorar no noroeste do país, onde há seis anos atua um grupo armado xiita da seita zaidi.

No dia 30 de janeiro, os rebeldes aceitaram as condições do Governo para chegar a um cessar-fogo. Ontem à noite, o governante ordenou a interrupção das operações a partir do primeiro minuto de hoje.

Esta decisão permitiria a negociação de um acordo de paz entre as duas partes.

Ainda não se sabe que decisão o presidente Saleh adotará após estes incidentes e se manterá sua intenção de suspender as operações armadas.

Os rebeldes não se pronunciaram sobre as denúncias oficiais de que romperam o cessar-fogo.

Os huties, que pegaram em armas em 2004 para lutar contra a marginalização das comunidades do norte o país, assinaram um acordo de paz com o Governo em junho de 2007.

No entanto, diversas violações a esse pacto forçaram o presidente Saleh a romper o acordo. Em 11 de agosto, o Governo iemenita lançou uma forte ofensiva por terra e por ar para combater os rebeldes xiitas.

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