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12/02/2010 - 07h38

Governo no exílio demonstra satisfação com reunião de Obama e dalai lama

Nova Délhi, 12 fev (EFE).- O Governo tibetano no exílio demonstrou hoje sua satisfação com a reunião entre o dalai lama e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e considerou que o encontro contribuirá para facilitar o diálogo com as autoridades chinesas.

"Damos as boas-vindas ao encontro entre o presidente Obama e o dalai lama. Esta reunião incentivará o diálogo entre China e as autoridades tibetanas", disse à Agência Efe por telefone o porta-voz da Administração Central Tibetana, com sede no município indiano de Dharamshala, Thubten Samphel.

Para Samphel, a reunião significa que os EUA "estão assumindo a responsabilidade" de facilitar o diálogo entre as duas partes para resolver o conflito do Tibete.

Citado pela agência indiana "Ians", Tenzin Taklha, porta-voz do dalai lama, assegurou que a reunião mostra "a preocupação" do Governo dos EUA com a causa tibetana.

O porta-voz de Obama, Robert Gibbs, confirmou ontem que o presidente americano receberá ao líder espiritual e político dos tibetanos no próximo dia 18 na Sala de Mapas da Casa Branca, já que o Salão Oval é usado para encontros com chefes de Estado ou de Governo.

O presidente americano evitou se reunir com o líder tibetano durante a última visita deste a Washington, no ano passado, para evitar tensões diplomáticas antes da visita de Estado à China.

O Governo chinês exigiu hoje que os EUA cancelem a reunião e pediu ao país para que "compreenda a grande sensibilidade das questões relacionadas com o Tibete" e a cumprir "com seu compromisso de reconhecer o Tibete como parte da China".

No começo desse mês, enviados do dalai lama retomaram em Pequim o diálogo suspenso durante 15 meses com representantes do Executivo chinês.

Nenhuma das rodadas de diálogo entre chineses e tibetanos iniciadas em 2002 representou avanços significativos na disputa que opõe China e os líderes tibetanos exilados no norte da Índia desde 1959.

Tenzin Gyatso, o décimo quarto dalai lama, reivindica uma maior autonomia para o Tibete, mas o Governo chinês considera que esconde objetivos separatistas.

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