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17/02/2010 - 21h25

Anistia Internacional critica Irã por "desprezar obrigações"

Washington, 17 fev (EFE).- A organização Anistia Internacional (AI) criticou hoje o Governo iraniano e disse que Teerã "desprezou suas obrigações internacionais" por sua recusa em aceitar uma série de recomendações da ONU em matéria de direitos humanos.

Hassiba Hadj Sahraoui, subdiretora da AI para o Oriente Médio e o Norte da África, afirmou por meio de um comunicado que "ao rejeitar as recomendações específicas realizadas por vários países, as autoridades iranianas mostraram desprezo a suas obrigações internacionais".

A AI disse que o Irã se negou a aceitar as recomendações sobre execuções de criminosos juvenis, garantias de julgamentos justos, investigações de acusações de tortura e a libertação de pessoas detidas por exercer pacificamente seus direitos humanos.

As críticas da AI são feitas depois de o Conselho de Direitos Humanos da ONU solicitar hoje ao Irã que investigue as ações policiais e judiciais após a detenção de milhares de manifestantes desde as eleições passadas e que respeite plenamente os direitos humanos no país.

O Conselho adotou hoje um relatório sobre o Irã que reúne mais de 160 recomendações. Segundo a AI, a delegação iraniana no Conselho aceitou 123 sugestões, não comentou 20 e rejeitou 45.

Segundo a AI, embora o Irã tenha aceitado a recomendação de cooperar com os especialistas em direitos humanos da ONU, o regime iraniano "rejeitou outras para permitir que o Enviado Especial sobre tortura do Conselho visite o país".

"Ao prometer levar em conta recomendações para eliminar a execução de menores de idade, as autoridades iranianas estão camuflando de forma cínica suas obrigações sob a Convenção dos Direitos da Infância de não executar menores", afirmou Sahraoui.

O organismo também afirmou que a rejeição de investigar acusações de tortura e assassinatos extrajudiciais "perpetua um clima de impunidade".

"Para que os direitos humanos realmente melhorem no Irã, as autoridades devem acabar com as evasivas e tomar medidas concretas como impedir as execuções de criminosos juvenis, assegurar julgamentos justos, acabar com as torturas e dar ponto final a toda impunidade", acrescentou a AI.

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