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17/02/2010 - 18h07

Londres convoca embaixador israelense para reunião sobre "caso Mabhouh"

Londres, 17 fev (EFE).- O Ministério britânico de Exteriores convocou hoje para uma reunião o embaixador de Israel em Londres para falar sobre o uso de passaportes britânicos falsos por parte dos supostos autores do assassinato do dirigente do Hamas, Mahmoud al-Mabhouh, em 20 de janeiro passado em Dubai.

O Ministério de Exteriores britânico explicou por um porta-voz que essa decisão responde ao fato de que vários dos cidadãos britânicos, cujas identidades foram clonadas nos passaportes falsos, vivem em Israel ou têm relação com esse país.

A convocação do embaixador israelense, Ron Prosor, aconteceu horas depois de o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prometer hoje uma "investigação a fundo" sobre o caso.

"Estamos investigando atualmente. Temos que realizar uma investigação a fundo sobre este assunto. O passaporte britânico é um documento importante que deve ser usado com cuidado", disse o primeiro-ministro em entrevista à "LBC", uma rádio local de Londres.

Brown indicou que é preciso averiguar "o que realmente ocorreu, como ocorreu e por que ocorreu". Além disso, ele destacou que "é necessário reunirmos as provas antes de fazer declarações".

O Governo britânico deverá investigar como foram obtidos os nomes, os números de passaporte e as datas de nascimento de seis cidadãos britânicos que tiveram as identidades clonadas em passaportes utilizados pelos supostos assassinos de al-Mabhouh.

Os únicos elementos que não coincidiam com o documento de seus autênticos proprietários eram as fotografias e as assinaturas.

Após a morte do líder do Hamas, a Polícia de Dubai emitiu ordem de busca e prisão de 11 pessoas, cujos passaportes falsos incluíam seis britânicos, três irlandeses, um alemão e um francês.

O caso mobilizou hoje a oposição britânica, que exigiu do Governo trabalhista de Brown uma investigação completa.

O responsável de política externa do opositor Partido Conservador, William Hague, disse que o Governo deve esclarecer o ocorrido "com rapidez e eficácia".

Além disso, Hague manifestou que se trata de "um assunto muito preocupante, porque expõe a possibilidade de que isto ocorra em outros casos, inclusive casos de terrorismo".

O pedido de explicações foi apoiado também pelos trabalhistas, por meio do presidente da comissão de Assuntos Exteriores da Câmara dos Comuns, Mike Gapes. Ele disse que "se outro Estado - e não sabemos com certeza se é Israel - está utilizando passaportes britânicos, está fazendo algo ilegal".

Gapes lembrou que "Israel tem um histórico de assassinatos de líderes do Hamas, uma política de assassinatos seletivos".

Não é a primeira vez que aparecem vinculadas uma suposta operação do Mossad (serviço secreto israelense no exterior) e o uso de passaportes britânicos falsos.

Nos anos 70, o Governo britânico protestou perante Israel depois de uma agente do Mossad utilizar um documento falso para viajar ao Líbano e assassinar o líder palestino acusado de organizar o massacre dos Jogos Olímpicos de Munique em 1972.

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