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18/02/2010 - 12h02

Berlusconi diz que há uma conspiração para acabar com ele

Roma, 18 fev (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou aos senadores de seu partido que querem desfazer-se dele política e "fisicamente".

Segundo informaram hoje alguns meios de imprensa italianos, o líder conservador fez a afirmação ontem à noite durante um jantar com senadores de seu partido, no qual disse que será difícil participar da campanha para as eleições regionais nos dias 28 e 29 porque é "cada vez mais perigoso".

"Tenho informações que me aconselham a não participar, a não fazer campanha eleitoral, porque existem pessoas me esperando em cada esquina para acabar comigo", acrescentou.

Além disso, o chefe do Governo ressaltou: "em 1994 quiseram acabar comigo com as investigações judiciais, depois tentaram arruinar as empresas da minha família, mas não conseguiram. Por isso agora tentam acabar comigo fisicamente".

Em 13 de dezembro, Berlusconi ficou ferido após um comício na Praça do Duomo de Milão, quando foi atingido no rosto por uma miniatura da catedral da cidade.

No mesmo jantar, o primeiro-ministro voltou a criticar a magistratura italiana e tachou de "loucura" a sentença de um Tribunal Civil de Milão que em outubro condenou o grupo Fininvest, de sua propriedade, a pagar uma multa de 750 milhões de euros.

Uma sanção de ressarcimento pelos danos patrimoniais causados ao conglomerado CIR na luta pelo controle do editorial "Mondadori".

No jantar não faltaram as tradicionais brincadeiras do primeiro-ministro da Itália, que se mostrou orgulhoso de seu "celibato" (está em processo de divórcio), embora lamentou que agora, apesar ser "um bom partido e ser cortejado, tem pouco tempo para as mulheres", já que se dedica aos filhos e aos netos.

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