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18/02/2010 - 10h34

Dublin pede explicações a embaixador israelense sobre "caso Mabhuh"

Dublin, 18 fev (EFE).- O embaixador israelense em Dublin, Zion Evrony, foi chamado hoje pelo Governo irlandês para falar sobre o uso de três passaportes irlandeses falsos pelos supostos autores do assassinato do dirigente do Hamas Mahmoud al-Mabhuh, em 20 de janeiro em Dubai.

Segundo declarou hoje o ministro irlandês de Assuntos Exteriores, Michéal Martin, os três passaportes utilizados tinham números de série autênticos e o único que não coincidia com o documento de seus proprietários reais eram as fotografias e as assinaturas.

Aparentemente, indicou o ministro, os números foram roubados "ao acaso" de passaportes antigos, anteriores a 2005.

Dois dos cidadãos irlandeses de quem foram roubados os dados já foram informados da situação, as autoridades e a Polícia irlandesa agora procuram o terceiro, explicou Martin à "Radiotelevisão Irlandesa".

"Perguntaremos ao embaixador se pode nos ajudar a esclarecer e qual é a posição do Governo israelense em tudo isso e com relação aos rumores que circulam por aí", declarou Martin, que classificou o incidente de "extremamente grave" pelo "risco que isso significa para a segurança dos cidadãos irlandeses".

Após a morte do líder do Hamas, a Polícia de Dubai emitiu a ordem de busca e captura contra 11 pessoas, cujos passaportes falsos incluíam os três irlandeses citados, assim como seis britânicos, um alemão e um francês.

O Governo irlandês investiga como foram conseguidos os nomes, os números de passaporte e as datas de nascimento dos três cidadãos que tiveram suas identidades roubadas nos documentos utilizados pelos supostos assassinos de Al-Mabhuh.

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