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18/02/2010 - 16h17

UE, EUA e ONU assumem compromisso conjunto e de longo prazo com Haiti

La Granja (Espanha), 18 fev (EFE).- A União Europeia (UE), Estados Unidos e a ONU expressaram hoje, ao término de uma reunião informal de ministros de Desenvolvimento, seu compromisso de trabalhar conjuntamente e a longo prazo pela recuperação do Haiti, devastado pelo grande terremoto de 12 de janeiro.

No segundo e último dia do conselho de ministros, realizado na cidade espanhola de La Granja, o chefe da Agência americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Rajiv Shah, expressou hoje o compromisso "firme" e de longo prazo de seu país no Haiti, e a vontade de trabalhar em coordenação com a UE, a ONU e resto de atores envolvidos.

Em termos semelhantes, o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, manifestou o compromisso da UE para tirar o Haiti de seu "fatalismo histórico" e em definir, em colaboração com os Estados Unidos e as Nações Unidas, as atuações a curto e médio prazo.

O ministro homenageou a funcionária da Comissão Europeia Pilar Juárez, moradora de La Granja, que morreu no terremoto haitiano.

A comissária europeia de ajuda humanitária da UE, Kristalina Georgieva, explicou que o problema enfrentado pelo Haiti não é tanto o do financiamento, mas o de sua "capacidade de absorção".

Os representantes dos EUA, da UE e da Espanha, país que exerce a Presidência da UE neste semestre, responderam assim à inquietação expressada previamente pelo representante máximo da ONU no Haiti, Edmond Mulet, que pediu à comunidade internacional um "exame de consciência" do trabalho realizado neste país nas últimas décadas.

"Se somos honestos, há pouco no terreno do que sentir-se orgulhoso", disse Mulet.

Mulet, que descreveu a situação haitiana como "muito triste", fez um apelo para mudar a forma de trabalhar e a que todos os atores da cooperação no país caribenho, basicamente os Estados Unidos, a UE e a ONU, mantenham seus esforços durante "muito tempo".

O terremoto de 12 de janeiro "não é uma tragédia comum onde primeiro vem a ajuda humanitária e depois a reconstrução e desenvolvimento. A fase humanitária continuará aqui por muito tempo e será importante nos próximos meses", ressaltou Mulet.

Após defender uma divisão geográfica e temática do trabalho no Haiti para evitar a redundância de tarefas, ele pediu que a comunidade internacional faça "um exame de consciência e mude a forma de trabalhar", e que os haitianos assumam suas responsabilidades. "Não estamos aqui para suplantar a ninguém".

Em sua opinião, há muita boa vontade e generosidade, mas é necessária mais capacidade de coordenação porque os desafios são "enormes". Ele mencionou o fato de que nem sequer existe um registro civil ou um cadastro.

Mulet, que é também o chefe da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), acrescentou que, embora nos últimos dias a distribuição de alimentos e água tenha sido "efetiva", o que preocupa agora é habitação para 1 milhão de pessoas desabrigadas.

Edmond Mulet acrescentou: "Não quero levantar falsas expectativas, não creio que possamos proteger" todas as pessoas desabrigadas antes da chegada da temporada de chuvas no Haiti.

Além do tema haitiano, a reunião informal de ministros europeus avaliou o cumprimento dos Objetivos do Milênio da ONU, um compromisso assinado em 2000 por 189 países para conseguir, entre outras metas, reduzir as taxas de pobreza no planeta e garantir o acesso à educação, até 2015.

O comissário de Desenvolvimento da UE, Andris Piebalgs, explicou que o encontro foi um "bom impulso" para preparar a posição da UE diante da próxima cúpula da ONU sobre os objetivos, em setembro próximo, na qual serão revisados.

Piebalgs acrescentou que a UE não pode "fracassar" e estimou em US$ 10 bilhões anuais adicionais as necessidades para o cumprimento dessas metas.

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