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18/02/2010 - 21h23

Vide de Obama defende mais dinheiro para ogivas nucleares

Macarena Vidal.

Washington, 18 fev (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, defendeu hoje a decisão do Governo de destinar mais dinheiro ao armamento nuclear, apesar da proposta do presidente Barack Obama para um mundo sem armas atômicas.

A proposta de orçamento que a Casa Branca apresentou ao Congresso para o ano fiscal 2011 prevê US$ 7 bilhões para as tarefas de manutenção das ogivas nucleares americanas.

Isso representa um aumento de US$ 600 milhões em relação ao plano anterior.

Em discurso hoje na Universidade Nacional de Defesa, em Fort McNair, nos arredores de Washington, Biden disse que manter prontos esses arsenais "é essencial para a luta contra a proliferação".

Na atualidade, após "anos de negligência", parte desses arsenais ficou antiquada ou em condições nem sempre ideais. Isso, assegurou o vice de Obama, "representa uma ameaça para a segurança nacional".

Por outro lado, manter adequadamente esse armamento garante que esteja sempre pronta, assim, sua capacidade dissuasória.

Manter o arsenal em boas condições permitiria a eliminação daquelas ogivas nucleares desnecessárias ao mesmo tempo em que se garante a segurança.

"Isso nos permite reduções nucleares mais profundas sem comprometer nossa segurança de nenhuma maneira", afirmou o vice-presidente.

Biden admitiu que há desacordos tanto entre as próprias fileiras democratas como entre os republicanos sobre a conveniência de aumentar as verbas para tais fins.

"Alguns em meu próprio partido podem ter problemas, ligando o investimento de US$ 7 bilhões em nosso complexo nuclear com o compromisso com um corte das armas", indicou.

Por outro lado, "alguns no outro partido (o republicano) podem se preocupar porque renunciemos a capacidades que mantiveram a segurança de nosso país", apontou.

"Estamos em desacordo respeitoso com ambas as posições", assegurou o vice-presidente americano.

Em abril passado, em discurso em Praga, Obama colocou uma proposta para conseguir um mundo sem armamento atômico.

Como parte dessa proposta, os EUA estão em negociações com a Rússia para fechar um tratado de desarmamento nuclear que substitua o Start, expirado em dezembro.

Tanto Moscou como Washington asseguram que se encontram muito perto de concluir o pacto, embora estejam pendentes questões sobre a verificação.

Segundo o acordo alcançado em julho passado em Moscou pelos presidentes russo e americano, o novo tratado de desarmamento deve reduzir o número de ogivas nucleares de cada país a entre 1.500 e 1.675 em seus primeiros sete anos de vigência.

Além disso, Obama se comprometeu a buscar que os EUA firmem, e o Senado ratifique, o Tratado de Proibição Total de testes nucleares, assinado por 148 países, mas que só entrará em vigor se ratificado por, além de Washington, China, Índia, Indonésia, Paquistão, Israel, Egito e Coreia do Norte.

Para que o Senado ratifique esse tratado são necessários 67 votos a favor entre os 100 legisladores, uma quantidade impensável no momento.

Em parte, o discurso de hoje de Biden tinha como objetivo começar a persuadir os senadores indecisos, para que então se pronunciem a favor.

Obama receberá em Washington nos próximos dias 11 e 12 de abril uma cúpula internacional sobre segurança nuclear. O sonho da Casa Branca era a ratificação no Senado tanto do Tratado de Proibição Total como do novo pacto com a Rússia.

O discurso do vice-presidente foi feito num momento em que os funcionários do Governo Obama dão os últimos toques à Revisão da Política Nuclear, um estudo que cada Administração apresenta sobre sua postura e gestão sobre o tema.

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