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20/02/2010 - 15h09

Dilma promete continuar "trabalho de um verdadeiro líder"

Brasília, 20 fev (EFE).- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, proclamada hoje pelo PT como pré-candidata à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, se comprometeu a dar "continuidade ao extraordinário trabalho de um verdadeiro líder".

Durante o quarto Congresso Nacional do PT, na presença de Lula, de vários membros de seu gabinete e de quase 1.200 delegados, Dilma repassou as mudanças registradas no Brasil desde 2003, quando Lula chegou ao poder pela primeira vez.

Dilma disse ser "consciente da extraordinária força que conduziu Lula à Presidência e deu ao nosso Governo o maior apoio da história deste país, apoiado na extraordinária força do povo brasileiro", do qual agora espera apoio para vencer as eleições de 3 de outubro.

A ministra-chefe da Casa Civil, uma economista de 62 anos que nunca foi candidata a nenhum cargo eletivo, não fez grandes anúncios sobre o futuro e apoiou seu discurso nas realizações dos dois mandatos de Lula.

Dilma também destacou o fato de que é a primeira mulher com reais possibilidades de chegar ao poder no Brasil e disse que assume sua nova responsabilidade como candidata em nome dos mais pobres, mas em particular das mulheres.

"Para muitos, as mulheres são a metade do céu, mas nós queremos também ser a metade da terra, com igualdade plena de direitos, de salários e de oportunidades", e por isso pediu que "as mulheres do Brasil" a ajudem a "abrir novos espaços na vida nacional".

Dilma garantiu total compromisso com as políticas econômica, social, energética, ambiental e externa de Lula e garantiu que semearam as bases necessárias "para avançar mais e mais".

Mas destacou que essa não será "a missão de uma mulher, de um partido ou de um grupo de partidos, mas também dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos camponeses, dos intelectuais, dos profissionais e dos empresários comprometidos com o desenvolvimento social deste país".

Dilma assegurou que, se chegar ao poder, formará um Governo de coalizão, aberto ao debate com todas as forças políticas, mas que terá como norte a consolidação e o aprofundamento "dos avanços conseguidos com nosso líder", em outra alusão direta a Lula.

"Temos o rumo traçado e a experiência para construir o terceiro Governo democrático e popular da história do Brasil", disse Dilma, que em determinado momento de seu discurso chegou a dizer que uma eventual gestão sua seria "um terceiro mandato" de Lula.

Nesse sentido, garantiu que "não haverá retrocessos nem aventuras", mas indicou que, com as bases criadas por Lula, "é possível avançar".

Em referência à política externa, também ressaltou que seguirá os passos de Lula, para "aprofundar a postura soberana do Brasil no complexo mundo de hoje", e que será "intransigente na defesa da paz mundial e de uma ordem política mais justa".

Em seu discurso, que durou pouco mais de uma hora, Dilma também evocou seu passado de luta contra a ditadura militar (1964-1985), que a levou à prisão nos anos 70.

"Eles passaram", disse em alusão aos ditadores, "e nós hoje voamos livremente, sem ódios, sem revanches e com a serena convicção de que estamos construindo um novo país em democracia", afirmou.

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