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20/02/2010 - 18h25

Ocupantes de veleiro canadense naufragado chegam ao RJ

(Atualiza com chegada de todos os ocupantes e declarações das vítimas).

Rio de Janeiro, 20 fev (EFE).- Os 64 ocupantes do veleiro canadense "Concordia", que afundou na quinta-feira devido a uma tempestade na costa brasileira, chegaram hoje à base naval da ilha de Mocanguê, em Niterói (RJ).

Por volta das 16h (horário de Brasília) os dois últimos navios com ocupantes do "Concordia" chegaram à base. Pela manhã, chegaram o capitão do veleiro e um primeiro grupo de pelo menos 11 jovens.

O "Concordia" era um navio-escola pertencente ao West Island College Internacional, uma academia para jovens que dá aulas de nível médio e universitário em alto-mar, e que tem sua sede em Lunenburg (Canadá).

Segundo a Marinha, o veleiro emitiu na quinta-feira à noite um sinal de emergência. Horas depois, os tripulantes de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) avistaram uma balsa com várias pessoas a bordo.

O capitão do "Concordia", o americano William Curry, afirmou em declarações a jornalistas que considera que o naufrágio foi causado por uma forte rajada de vento vertical. Além disso, disse que a embarcação ficou apenas 20 segundos sob a água.

Curry relatou que um dos três botes salva-vidas teve que ser desprendido da embarcação com uma faca e que um tripulante, "com muita coragem", se jogou na água para recuperar um sinalizador de emergência que tinha caído ao mar.

"Sua intervenção foi fundamental, já que colocou o sinalizador no bote, o que facilitou a emissão do pedido de socorro à Marinha", acrescentou Curry ao falar do oficial Goff Byers.

Lauren Unsworth, de 16 anos, comentou que os alunos estavam em aula no momento do naufrágio. "Tivemos que escalar uma parede, vestir os coletes e entrar nas balsas", acrescentou.

O navio mercante "Hokuetsu Delight", que navegava próximo ao local do naufrágio, foi alertado pela Marinha e resgatou 48 pessoas que estavam no veleiro. Os outros 16 foram recolhidos depois.

Keaton Farwell, de 17 anos, agradeceu os marinheiros que a resgataram. "Foram muito educados, nos emprestaram roupas e lavaram as nossas", disse.

A jovem afirmou ter se sentido perdida no mar no meio da tempestade. "Achávamos que não íamos sobreviver. Choramos de alegria quando vimos os aviões sobrevoando o lugar. É muito difícil descrever a emoção", conta.

O veleiro tinha chegado ao Recife no último dia 4 procedente de Dacar (Senegal). Quatro dias depois, zarpou rumo a Montevidéu, onde deveria chegar na próxima terça-feira.

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