UOL Notícias Notícias
 

25/02/2010 - 15h42

Número de desaparecidos após enchentes na ilha da Madeira sobe para 29

Funchal (Portugal), 25 fev (EFE).- O número de desaparecidos nas enchentes do último sábado na ilha da Madeira, que mataram 39 pessoas, subiu para 29, segundo o Governo local, que anunciou hoje a chegada de dois navios com 4.500 turistas neste final de semana.

A secretária de Turismo e Transportes madeirense, Conceição Estudante, destacou a reativação do turismo, uma das principais fontes de renda locais, como prova de que a Madeira se recupera rapidamente dos danos provocados pelas águas.

As enchentes que destruíram parte de Funchal, a capital do arquipélago da Madeira, também deixaram cerca de 600 desalojados e 18 feridos, segundo o balanço oficial feito hoje.

Estudante assegurou que, embora a busca de corpos não tenha terminado, os trabalhos estão muito adiantados e, até agora, não foram encontradas outras vítimas.

Aos poucos, a ilha da Madeira começa a retomar sua vida normal. Muitas escolas já funcionaram hoje, a maioria das estradas e vias públicas bloqueadas foram reabertas e mais de 50% do transporte público funciona normalmente, assegurou Estudante.

Os piores problemas de comunicações e infraestrutura afetam a cidade de Ribeira Brava e alguns bairros das colinas que cercam Funchal.

Segundo a imprensa portuguesa, a tragédia do final de semana passado e a impossibilidade do porto de Funchal de receber os cruzeiros de turistas até a última segunda-feira impediram que mais de sete mil turistas chegassem à ilha da Madeira.

Com 260 mil habitantes, o arquipélago português é um destino frequente dos cruzeiros de inverno no hemisfério Norte. As autoridades locais se mostraram muito preocupadas com a repercussão internacional das imagens das enchentes.

Segundo Estudante, com a colaboração dos agentes de viagens, foram criados "circuitos alternativos". Os primeiros cruzeiros a chegar após as enchentes voltarão a atracar no porto de Funchal neste fim de semana.

De acordo com fontes do setor, houve muitos cancelamentos. O Governo madeirense colocou como objetivo que a ilha esteja em plena atividade turística na Festa da Flor, em abril, uma das principais atrações do calendário local.

O presidente da Administração regional da Madeira, o conservador Alberto João Jardim, emitiu hoje um comunicado no qual reclamou das informações "absurdas e faltas de fundamento" sobre a ilha.

O Governo de Jardim recebeu críticas nesta semana pelas divergências nos números das vítimas da tragédia e o fato de não terem aumentado durante a semana na medida em que se informava da aparição de mais corpos.

Entretanto, Estudante revelou ontem que os 42 mortos anunciados no domingo eram, na realidade, uma "estimativa" e que, apesar dos cadáveres recuperados desde então, só 39 corpos foram encontrados.

Os danos em instalações municipais e comerciais de Funchal somam até agora 200 milhões de euros, sem contar as perdas particulares.

Segundo o prefeito de Funchal, Miguel Albuquerque, a destruição de infraestruturas, edifícios e equipamento municipal pelas enchentes provocou prejuízo de 78 milhões de euros.

A Associação Comercial e Industrial de Funchal estima que o setor sofreu perdas de 120 milhões de euros. Ainda não se calculou o valor dos danos das dezenas de casas e automóveis destruídos nas enchentes.

Segundo as autoridades municipais, cerca de 900 estabelecimentos da cidade foram afetados pelas enchentes, sendo que 20% deles sofreram danos muito graves.

O Governo regional da Madeira decidiu não declarar estado de calamidade na ilha, algo que considerou pouco conveniente para o turismo, mas o Executivo nacional anunciou que pedirá as ajudas previstas pela União Europeia em caso de catástrofe.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host