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25/02/2010 - 21h12

Programa nuclear do Irã está na agenda de encontro entre Brasil e EUA

Washington, 25 fev (EFE).- O programa nuclear do Irã e as possíveis sanções da comunidade internacional sobre o país farão parte das conversas entre Brasil e Estados Unidos programadas para os próximos dias.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, informou hoje que o subsecretário de Estado americano para Assuntos Políticos, William Burns, viajará amanhã para Brasília, onde se reunirá com membros do Governo brasileiro para preparar a visita da secretária de Estado, Hillary Clinton, na próxima quarta-feira.

Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz disse que, durante esses encontros, os representantes dos dois países discutirão "um amplo leque de temas em matéria bilateral e multilateral", com destaque para a questão do programa nuclear iraniano.

"Não posso negar que o Irã será um dos principais temas que discutiremos com o Brasil. O mesmo ocorre com a mudança climática. Temos uma relação que está se expandindo e há inúmeros assuntos bilaterais dos quais falaremos também", disse Crowley.

"Claramente, o Brasil é uma potência emergente com uma influência crescente na região e no mundo todo, e acreditamos que esta influência vem acompanhada de responsabilidade. (Portanto,) falaremos com o Brasil sobre o caminho a seguir com o Irã", acrescentou.

O Irã anunciou sua intenção de adquirir no mercado internacional o combustível necessário para seu reator científico em Teerã, ao passo que está disposto a trocar seu urânio enriquecido por esse combustível mediante uma operação realizada em seu território.

Na terça-feira passada, o Governo dos EUA considerou "inaceitável" a resposta do Irã à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e acrescentou que continuará avaliando com seus parceiros internacionais quais medidas serão tomadas.

Há duas semanas, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu que a comunidade internacional buscasse novas vias de diálogo com o Irã e assegurou que a imposição de sanções seria insuficiente para conter seus planos nucleares.

Crowley explicou hoje que os EUA acreditam em impor "sanções efetivas", tema que está em discussão dentro do grupo formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, França, Grã-Bretanha e China) e a Alemanha.

Neste sentido, as conversas com o Brasil permitiriam avançar nas negociações no Conselho de Segurança, já que o país ocupa atualmente um dos assentos não-permanentes deste órgão da ONU.

O porta-voz disse que a intenção dos EUA é centrar as sanções na Guarda Revolucionária, que "desempenha um papel crescente na sociedade iraniana", em lugar de adotar outras medidas de pressão que afetariam o cidadão comum.

"Nossa intenção atual é encontrar medidas que nos permitam pressionar o Governo e, ao mesmo tempo, proteger o povo", afirmou Crowley.

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