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25/02/2010 - 06h39

Refém francês libertado em Mali diz que temeu por sua vida

Paris, 25 fev (EFE).- O francês Pierre Camatte, refém da Al Qaeda no Magrebe até sua libertação na terça-feira passada, contou os maus-tratos recebidos durante seus quase três meses de cativeiro, e ressaltou que temeu por sua vida.

"Todos os dias pensava que tinha chegado minha hora", declarou Camatte em entrevista à emissora de rádio "France Info". Ele disse ainda que "recebia golpes, bofetadas, ameaças diretas com metralhadoras".

O ex-refém, que deve viajar hoje de Bamaco para a França, assinalou que seu sequestro, que aconteceu no último dia 26 de novembro, o esgotou fisicamente. "Durante várias semanas sentia muitas dores. Prometeram que eu receberia ajuda de um médico, mas não fui examinado por nenhum médico e não recebi nenhum remédio".

"Sofri com cólicas, porque a água que me davam cheirava a gasolina. Não me davam nada, nenhum cuidado, estava abandonado. Além disso, o calor do Saara, sem grades, mas sofria com a imensidão do deserto, a solidão, o isolamento...", explicou.

Camatte, que ontem à noite se encontrou com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Bamaco, afirmou que acaba de "sair de um período doloroso em mãos de gente que vive em outro mundo, que não respeita nada, totalmente fanáticos. Passei perto do fim."

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