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25/02/2010 - 10h24

Síria e Irã reiteram boas relações, apesar de EUA

Damasco, 25 fev (EFE).- O presidente sírio, Bashar al-Assad, e seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiteraram hoje em Damasco que a relação entre seus países continuará "forte e intacta", apesar dos "conselhos" dos Estados Unidos para que a Síria se distancie do Irã.

"Esperamos que não nos deem conselhos ou lições sobre nossa região ou nossa história porque sabemos mais do que eles", disse al-Assad, em entrevista coletiva conjunta após a assinatura de um acordo para suprimir os vistos de viagem entre os dois países.

Al-Assad respondia assim a um pedido da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que tinha pedido a Damasco que se distanciasse de Teerã.

"Nossa resposta a esse pedido é que hoje assinamos um acordo entre os dois países para abolir os vistos de entrada", disse o presidente sírio.

Além disso, Al-Assad se perguntou "como podem falar (os políticos americanos) de estabilidade e paz na região ao mesmo tempo que pedem distância entre os Estados da região".

Ahmadinejad, por sua vez, garantiu que não existia separação alguma entre os dois países e pediu aos Estados Unidos que parasse de interferir nos assuntos da região e que a deixasse.

"Ninguém pediu (a Hillary Clinton) para que expressasse suas opiniões sobre os assuntos da região. Os esforços de Washington para impor sua hegemonia na região chegaram a um beco sem saída e a um estado de frustração. Por isso, eles devem ir embora e nos livrar de seu mal", disse.

Ahmadinejad também insistiu que tinha acabado "o tempo no qual eles (os EUA) emitiam ordens à distância. Agora os povos governam a região".

O presidente iraniano afirmou que estava se formando no Oriente Médio uma coalizão de países contra a hegemonia externa. "Existe uma harmonia entre Síria, Irã e Turquia e, se Deus quiser, o Iraque se unirá a ela. Essa harmonia combate a hegemonia imposta na região", disse Ahmadinejad.

O líder iraniano, advertiu de novo a Israel e insistiu que um eventual ataque contra a Síria resultaria no fim de Israel.

"Se a entidade sionista (Israel) repetir os ataques do passado, isso significará sua expulsão. Se continuarem pelo caminho errado, não encontrarão lugar na região", ressaltou Ahmadinejad.

Além disso, caso ecloda uma guerra entre Israel e Síria ou o Líbano, disse que "todos os povos da região se alinharão contra o inimigo sionista".

A visita de Ahmadinejad, que durará algumas horas, coincide com uma renovada aproximação entre Damasco e Washington. Os EUA não escondem o desejo de que a Síria se afaste do Irã, principal aliado de Damasco na região.

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