UOL Notícias Notícias
 

25/02/2010 - 16h24

UE quer criar força para catástrofes humanitárias e se aproximar de Otan

Palma de Mallorca (Espanha), 25 fev (EFE).- Os ministros de Defesa da União Europeia (UE) concordaram hoje em criar uma força conjunta de reação rápida para atuar em catástrofes humanitárias e ampliar relações com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para "otimizar recursos e somar esforços" nas operações comuns.

O secretário-geral da Otan, Anders Rasmussen, que hoje participou pela primeira vez em reunião informal de ministros da Defesa da UE, pediu ao bloco europeu maior colaboração e que deem mais voz aos países que não são membros da União, mas que participam de suas missões militares, como é o caso da Turquia.

A titular da Defesa espanhola, Carme Chacón, anfitriã do encontro representando a Presidência da UE, se declarou "muito satisfeita" com os acordos alcançados ao término da reunião de dois dias realizada às margens do Mar Mediterrâneo em Palma de Mallorca (Espanha).

Segundo Chacón, a ideia de criar uma força especial de reação rápida diante de situações de crise e emergência surgiu após o terremoto do Haiti.

Para isso, a Espanha, que exerce neste semestre a Presidência rotativa da UE, propôs a possibilidade de os atuais "battle groups" (agrupamentos táticos de combate) pudessem realizar esse trabalho.

Esse tema será abordado pelos responsáveis de Defesa na reunião que celebrarão em abril.

O outro grande tema da reunião de hoje foram as relações da UE com a Otan.

Em entrevista coletiva, o secretário-geral da Otan disse que propôs várias medidas para melhorar a cooperação, entre elas "um acordo de segurança em cenários nos quais ambos estamos presentes, como Afeganistão e Kosovo".

Rasmussen também destacou a necessidade de trabalhar em conjunto na segurança marítima e na luta contra a pirataria no Oceano Índico, nas quais a UE realiza a Operação Atalanta, que vai ampliar para controlar os portos de onde partem os piratas e realizar a inspeção de suas embarcações.

Segundo ele, "no âmbito da segurança, é um pouco absurdo que a UE e a Otan trabalhem juntas nos mesmos lugares e ainda não tenham sido capazes de conseguir um acordo".

Por isso, considera que é preciso encontrar uma solução aos "problemas políticos que dificultam a cooperação".

Rasmussen disse que propôs também várias medidas: a conclusão de mecanismos administrativos entre Turquia (membro da Otan mas não da UE) e a Agência Europeia de Defesa; que a UE conclua um acordo de segurança bilateral com a Turquia; e que "envolva de forma mais ativa" nas decisões terceiros Estados que participam de suas operações.

O secretário-geral exemplificou a Força de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf), vinculada à Otan, na qual participam muitos países de fora da Organização.

"Estou consciente de que o aspecto político entre a UE e a Otan é muito sensível, mas estou convencido de que essas sensibilidades não podem ser utilizadas para não fazer nada", acrescentou.

Rasmussen indicou que suas propostas receberam "um amplo apoio dos ministros" da UE, mas não quis se pronunciar sobre a posição do Chipre sobre dar maior voz à Turquia. Chipre e Turquia mantêm litígios sobre o território da ilha cipriota.

Sobre a comentada ausência da Alta Representante para a Política Externa e de Segurança da UE, Catherine Ashton, Rasmussen explicou que se reuniu duas vezes com ela e ambos têm um novo encontro agendado para março.

"Estamos dispostos a manter essas reuniões periodicamente. Não é um segredo que a cooperação entre UE e Otan seja muito benéfica", disse.

Ashton representou hoje a UE na cerimônia de posse em Kiev do novo presidente ucraniano, Victor Yanukovich.

Sua ausência nesta primeira reunião dos responsáveis de Defesa causou mal-estar em alguns países, disseram fontes diplomáticas.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host