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26/02/2010 - 10h18

ANP ameaça adotar solução de Estado único no conflito com Israel

Jerusalém, 26 fev (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina (ANP) ameaça optar pela solução de um Estado binacional com Israel, segundo um documento elaborado pelo negociador palestino Saeb Erekat, como revela hoje o jornal "Ha'aretz".

Segundo esse documento, as autoridades palestinas advertiram que poderiam abandonar o apoio aos acordos de paz de Oslo de 1993, que se baseiam em uma solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense e que sentaram as bases para o estabelecimento um ano depois da ANP na Cisjordânia e Gaza.

O texto sobre a situação política para o desenvolvimento da administração dos EUA e o Governo israelense e o contínuo golpe de estado do Hamas foi elaborado em dezembro de 2009 e cita várias alternativas de resistência não violenta frente à ocupação israelense como resposta ao estagnado processo de paz.

Uma delas é o fim da cooperação no que diz respeito à segurança com Israel até que não sejam retomadas as conversas, paralisadas há um ano.

A ANP exige que Israel pare a construção nas colônias judias da Cisjordânia e Jerusalém Oriental antes de retornar à mesa de negociações.

A minuta também contempla a possibilidade de anunciar a anulação dos acordos de Oslo e inclusive a dissolução da ANP.

O caos resultante da adoção da medida, segundo o jornal, forçará Israel a retomar o controle militar na Cisjordânia.

Outra das opções apontadas é o abandono da visão de dois Estados para dois povos - o israelense e o palestino -, e trabalhar por um Estado binacional que abranja o território denominado Palestina histórica, entre o Rio Jordão e o Mediterrâneo.

Erekat manifestou ao jornal em Tel Aviv que não é partidário desta última opção, mas que simplesmente a mesma é cogitada diante da contínua rejeição do atual Governo israelense de retomar o diálogo com base nos termos estipulados entre Israel, a ANP e a anterior Administração dos EUA.

Com 21 páginas, o texto foi remitido nas últimas semanas a vários analistas em política, a maioria europeus, e revela alguns dos entendimentos alcançados durante a Administração de George W. Bush.

Assim, se conheceu a disposição da ANP de estudar as possibilidades de chegar a uma regra com Israel sobre a questão dos direitos ao retorno dos refugiados palestinos, um dos pontos fundamentais do conflito.

Erekat escreve que a ANP aceitou o retorno de 15 mil refugiados por ano durante uma década, e que só permitiria o retorno ao território de Israel com um acordo.

Também descreve o grupo islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza pela força desde 2007, como um obstáculo para alcançar a paz com Israel.

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