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26/02/2010 - 10h35

Bundestag aprova mais 850 homens à missão alemã no Afeganistão

Berlim, 26 fev (EFE).-O Bundestag, a câmara baixa alemã, aprovou hoje por ampla maioria o novo mandato para a missão do Bundeswehr, o Exército alemão, no Afeganistão, que contempla a ampliação do contingente em 850 homens, para 5,350 mil soldados.

A favor do novo mandato votaram 429 dos 586 deputados no Bundestag com o apoio dos partidos da coalizão governamental - democratas-cristãos (CDU), social-cristãos bávaros (CSU) e liberais (FDP) - e a maioria dos membros da oposição social-democrata (SPD).

Ao todo, 111 deputados votaram contra e 46 se abstiveram, em uma votação em que Os Verdes haviam anunciado que se absteriam majoritariamente, enquanto a formação da Esquerda rejeitou o novo mandato.

Ao começar a sessão, o presidente do Bundestag (a câmara baixa do Parlamento alemão), Norbert Lammert, expulsou o grupo parlamentar da Esquerda do plenário por organizar um ato de protesto durante o debate sobre a missão alemã no Afeganistão.

Os deputados da Esquerda mostraram cartazes com os nomes das vítimas civis que morreram em 4 de setembro no bombardeio de dois caminhões-pipa em Kundus, em um ataque lançado a pedido do então comandante do contingente alemão na área, Georg Klein, e que matou 140 pessoas.

Lammert insistiu ao grupo parlamentar a abandonar a sala por considerar que esse tipo de "manifestação" vai contra a norma do Parlamento.

Segundo o ministro de Exteriores, o liberal Guido Westerwelle, o aumento no número de soldados será temporário e a partir do fim de 2011 começará o repasse da responsabilidade a Cabul de maneira paulatina.

Westerwelle classificou de "triunfo da responsabilidade e da razão" o novo mandato e ressaltou que este, embora represente um substancial aumento das tropas alemãs, é importante porque ajuda as autoridades locais a assumir as responsabilidades em matéria de segurança e de reconstrução civil do país asiático.

Com isso, o número de militares dedicados à formação de soldados e policiais afegãos aumentará de 280 para 1,4 mil.

A chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou que apoia os planos do Governo de Cabul de que o Afeganistão assuma a segurança em 2014, mas se opõe a impor uma data concreta à saída das tropas germânicas desse país para não encorajar os terroristas a atacar em um momento determinado.

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