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26/02/2010 - 13h16

Mais 4 presos e 1 dissidente iniciam greve de fome em Cuba

Havana, 26 fev (EFE).- Quatro presos políticos e um psicólogo dissidente começaram nova greve de fome nos últimos dias em Cuba, informaram hoje à Agência Efe fontes da oposição e diplomáticas.

Os presos são Eduardo Díaz Fleitas, Diosdado Gonzalez e Nelson Molinet, reclusos na prisão "Kilo 5" da província de Pinar del Río, e Fidel Suárez Cruz, da penitenciária de "Kilo 8" da mesma região.

O dissidente em jejum voluntário é o psicólogo Guillermo Fariñas, conhecido como "Coco", que participou das redes dos chamados "jornalistas independentes" e reside na cidade central de Santa Clara.

Os quatro fazem parte do grupo de 75 opositores condenados à penas de prisão de até 28 anos na chamada "primavera negra" de 2003, acusados pelo Governo de serem "mercenários" a serviço dos Estados Unidos.

Fleitas foi condenado a 21 anos de prisão e os outros três a 20 cada um.

Os cinco grevistas pedem a libertação de aproximadamente 200 presos políticos existentes na ilha, conforme dados de organizações dos direitos humanos não-reconhecidas pelo Governo.

O porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Elizardo Sánchez, disse à agência Efe que enviou mensagens para que desistam da greve de fome, que desaconselha porque não a iniciativa não gera efeito algum no Governo presidido pelo general Raúl Castro.

Os cinco começaram o protesto depois da morte do preso político Orlando Zapata Tamayo na terça-feira, em Havana, após um jejum voluntário de 85 dias para exigir ser tratado como "prisioneiro de consciência", status que tinha pela Anistia Internacional.

O corpo de Zapata foi enterrado ao amanhecer da quinta-feira em seu povoado natal, Banes, acompanhado só por familiares e poucos amigos e em meio a forte esquema de segurança.

Farinas é um ativista político que já fez várias greves de fome nas últimas décadas, a mais famosa e prolongada ocorreu em 2006, para exigir acesso sem restrições à internet para os cubanos, algo que segue sem existir no único país da América com um Governo que se diz comunista.

Conforme fontes opositoras, o psicólogo tomou a decisão de começar a greve de fome na quinta-feira, quando agentes da segurança do Estado o detiveram ao se dirigir com outros dissidentes para o sepultamento de Zapata.

Dezenas de opositores foram presos nos últimos dias em toda a ilha, ou forçados a não sair de suas residências, para evitar que fossem a Banes, segundo a CCDHR.

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