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26/02/2010 - 16h50

Marina Silva critica "tolerância" de Lula perante Cuba e Venezuela

Brasília, 26 fev (EFE).- A pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva, do Partido Verde, criticou hoje a "tolerância" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva perante Cuba e Venezuela, países nos quais considerou que as liberdades "foram sequestradas".

Em entrevista à imprensa, Marina Silva analisou a política externa do Governo Lula e disse que, embora em linhas gerais tenha sido positiva para o país, "existem preocupações" quanto à América Latina, e sobretudo na relação com Cuba e Venezuela.

No caso da Venezuela, afirmou que o Governo de Hugo Chávez tem "uma ênfase plebiscitária que põe em risco a alternância do poder" e sustentou que o Brasil "não pode aceitar de nenhuma maneira a supressão de liberdades, do direito de expressão ou das livres formas de pensamento".

Uma opinião similar manifestou Marina em relação a Cuba, outro país com o qual o Brasil estreitou as relações durante os pouco mais de sete anos de Governo Lula.

Marina ressaltou que "não se pode esquecer o passado de Cuba antes da revolução", liderada por Fidel Castro. Para ela, a revolução "sem dúvida contribuiu com muitos aspectos, mas não pode ser considerada como o fim da história".

Segundo a pré-candidata, Cuba "precisa se abrir para o mundo e não pode ter medo de se transformar em uma democracia", pois "a falta de liberdades" na ilha "hoje envergonha aos próprios amigos da revolução".

Ela sustentou, além disso, que "não se pode aceitar nenhuma ditadura, seja de esquerda ou de direita, que sequestre as liberdades" do ser humano.

A aspirante à Presidência foi ministra do Meio Ambiente no Governo Lula entre 2003 e 2008, e deixou o Governo devido, em parte, a divergências com a ministra Dilma Rousseff sobre o desenvolvimento econômico da Amazônia.

Dilma foi proclamada candidata do PT para as eleições de outubro e Marina esclareceu hoje que não a verá como uma "inimiga".

Segundo Marina, uma campanha eleitoral deve se basear no debate de "ideias e projetos de país", e não em diferenças pessoais por um ou outro assunto.

Ela também garantiu que, se chegar ao poder, manterá os planos sociais aplicados durante a gestão Lula, assim como a política econômica e tributária do Governo. No entanto, ela afirmou que imporia outros "valores" e "critérios" em políticas do meio ambiente, desenvolvimento sustentável e educação.

Segundo as pesquisas de opinião, o favorito para ganhar em outubro é o governador paulista José Serra, do PSDB, que tem entre 35% e 38% das intenções de voto. Em segundo lugar está Dilma, que conta com um apoio em torno de 25%, enquanto Marina Silva acumula entre 8% e 10% das intenções de voto.

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