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26/02/2010 - 12h34

Supremo declara ex-premiê tailandês culpado de crimes de corrupção

Bangcoc, 26 fev (EFE).- A Suprema Corte da Tailândia ordenou o confisco de 46 bilhões de bats (US$ 1,391 bilhão) pertencentes ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que hoje foi declarado culpado por enriquecer ilicitamente, ocultar bens e desviar 80 bilhões de bats (US$ 2,415 bilhão) do Estado.

Desde que o ex-premiê foi deposto, em 2006, as autoridades da Tailândia já imobilizaram 76,622 bilhões de bats (US$ 2,315 bilhões) em poder de Shinawatra e de sua família.

A sentença desta sexta-feira abre caminho para novos processos contra o ex-chefe de Governo, que vive no exílio.

Para os nove juízes do Supremo que julgaram o caso, Shinawatra abusou de seus poderes ao conceder uma isenção fiscal na venda do grupo empresarial Shin Corporation, seu e de sua família, a uma estatal de Cingapura.

A sentença diz que Shinawatra tinha testas-de-ferro com ações da Shin Corporation e que ele dirigia a empresa enquanto governava, o que vai contra a Constituição.

O ex-primeiro-ministro, que governou a Tailândia de janeiro de 2001 até o levante que tirou ele do poder, declarou do exílio, antes do início da leitura da sentença, que aceitaria qualquer decisão judicial.

Por causo do julgamento, 35 mil policiais foram espalhados por Bangcoc para impedir surtos de violência.

Líderes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, integrada por seguidores de Shinawata e que são mais conhecidos como "camisas vermelhas", já disseram que não promoverão protestos hoje. Mas grandes mobilizações são esperadas para março.

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