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27/02/2010 - 17h47

Após matar 3 no Chile, Tsunami avança e põe Pacífico em alerta

Washington

Após matar três pessoas num arquipélago do Chile, o tsunami provocado pelo forte terremoto desta madrugada avança pelo Pacífico e já pôs em alerta dezenas de países.

  • Jose Luis Saavedra/Reuters

    Equipes de resgate procuram sobreviventes entre escombros de um complexo de apartamentos que desabou parcialmente na cidade de Concepción durante tremor que atingiu o Chile

O tsunami atingiu o arquipélago de Juan Fernández, a mais de 670 quilômetros do continente, onde uma onda gigante castigou o povo de San Juan Bautista causando a morte de três habitantes. Há ainda outras 13 pessoas desaparecidas ali.

As ondas avançam com a velocidade de um avião por mar aberto e já chegaram à polinésia francesa, onde atingem uma altura de 1,8 metro acima do nível normal, segundo a Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

Na cidade chilena de Talcahuano, as ondas chegaram a 2,3 metros de altura acima da média e em Coquimbo e Valparaíso, eram 1,3 metro superiores ao normal.

O tsunami também chegou às praias da Ilha de Páscoa, Ilhas Galápagos e da costa do México perto de Acapulco, embora com menor intensidade.

Peru, Equador e América Central já suspenderam o alerta de tsunami. O México o mantém e adverte de uma elevação progressiva do nível do mar de Chiapas a Baixa Califórnia.

Os países litorâneos da Ásia e da Oceania se preparam para o golpe das ondas gigantes e as pessoas já começaram a ser evacuadas nas ilhas do Pacífico Sul.

As ondas registradas até agora são muito menores que as de 2004 (10 metros) no oceano Índico, que deixaram mais de 226 mil mortos.

O terremoto aconteceu hoje às 3h36 (na hora local e em Brasília) com epicentro na região de Bío-Bío, a 500 quilômetros de Santiago e a 90 quilômetros da capital regional, Concepción.

O Governo chileno confirmou pelo menos 147 mortos na tragédia. O sismo chegou a ser sentido em alguns bairros de São Paulo e teve 8,8 graus de magnitude na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês).

Nos EUA, o tsunami deve impactar no Havaí, aonde se prevê que chegue por volta das 11h (18h, Brasília) com ondas de 2,5 metros.

O presidente americano, Barack Obama, pediu aos habitantes da costa oeste americana que sigam as instruções das autoridades locais e evacuem as áreas litorâneas.

"Não podemos controlar a natureza, mas podemos e devemos estar preparados para um desastre", disse Obama na Casa Branca.

Antes, Obama falou por telefone com a presidente chilena, Michelle Bachelet, e afirmou que os EUA têm recursos prontos para enviar ao Chile se assim for solicitado.

No Havaí, as sirenes de alerta soaram às 6h (13h), quando começou a evacuação dos moradores de áreas mais baixas.

O Aeroporto Internacional de Hilo, situado perto do litoral, foi fechado e as autoridades exigiram a retirada de embarcações da costa.

O Pentágono levou seus navios militares dos portos do Havaí para alto-mar, onde o impacto do maremoto não é sentido.

A NOAA indicou em comunicado que o tsunami pode gerar danos no litoral de todas as ilhas do Havaí e enfatizou que é preciso "tomar medidas urgentes para proteger vidas e propriedades".

A agência explicou que o maremoto consistirá em uma série de ondas gigantes que se manterão por entre cinco e 15 minutos antes de perderem força em terra, e que o perigo pode permanecer por "muitas horas".

A NOAA informou que a água deve recuar em direção ao mar antes da chegada das ondas e alertou que a primeira que toque terra pode não ser a maior.

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