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27/02/2010 - 23h49

Bachelet pede força a chilenos, após pior terremoto em meio século no país

Santiago do Chile, 27 fev (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, emitiu uma mensagem de condolências e solidariedade às vítimas do forte terremoto que castigou hoje 80% do país, e pediu a todos seus compatriotas que se ergam para reconstruir um país acostumado a desastres naturais.

"As forças da natureza bateram duramente em nossa pátria e mais uma vez põem a toda prova nossa capacidade para enfrentar as adversidades e nos colocarmos de pé", declarou a governante em mensagem transmitida ao vivo por todos os canais de televisão e de rádio do país.

O terremoto, de 8,3 graus de magnitude nas escala Richter, deixou até o momento mais de 300 mortos, dois milhões de desabrigados e um milhão de casas danificadas, informou a presidente após percorrer de helicóptero as regiões Metropolitana, de Maule, Bío-Bío e O'Higgins.

A tragédia de hoje, detalhou Bachelet, é um dos maiores terremotos da história, só superado pelo de 50 anos atrás que deixou debaixo d'água parte da cidade de Valdivia e que é considerado o mais grave do mundo.

Os efeitos do tremor foram sentidos em uma longa faixa de território que se estende desde a região de Atacama até a dos Lagos e causou também graves danos na infraestrutura terrestre, portuária e aeroportuária.

A avaliação dos danos só será conhecida dentro de uns dois dias, disse a governante, expressanod seu "profundo sentimento de pesar a todos os familiares das vítimas" e a "solidariedade a todas as famílias com entes queridos feridos ou que perderam seus bens essenciais".

Bachelet decidiu declarar zona de catástrofe seis regiões do país, o que permitirá liberar os recursos econômicos para ajudar a população.

Além disso, o início do ano letivo foi adiado até o próximo dia 8 de março "para proteger a integridade de nossas crianças", explicou a presidente, quem também decretou a suspensão de todos os atos maciços nos próximos três dias.

Bachelet enfatizou que estão sendo feitos esforços para restabelecer a normalidade nas regiões castigadas pelo terremoto, como a ilha de Juan Fernández (também conhecida como Robinson Crusoé), para onde foram enviados por navio carga com ajuda, que inclui equipamentos de geração de energia para restabelecer a provisão.

"Chamo a todos os chilenos para confiar e seguir as indicações das autoridades, manter a calma e não se exporem a riscos desnecessários", disse.

Após fazer um reconhecimento do trabalho dos meios de comunicação, das forças armadas, da Polícia e dos bombeiros, Bachelet agradeceu as mostras de solidariedade da comunidade internacional e de vários líderes.

"Ontem, nós acudimos em ajuda do Haiti e hoje somos nós os que sentimos a solidariedade", ressaltou.

"Estamos trabalhando, mas temos pela frente uma tarefa árdua; nossa história está cheia de desastres naturais que põem a toda prova nossa perseverança e solidariedade, mas também registram a coragem de nossa gente. Mais uma vez: Força Chile!", concluiu Bachelet.

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