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27/02/2010 - 08h48

Chile está no "círculo de fogo", uma das áreas mais sísmicas do mundo

Redação Internacional, 27 fev (EFE).- Chile, onde hoje foi registrado um terremoto de 8,8 graus na escala Richter nesta madrugada, fica no chamado "círculo de fogo" que margeia os países banhados pelo Pacífico, uma das áreas mais sísmicas do planeta, onde ocorrem 80% dos terremotos.

O país é formado por uma estreita faixa de terra limitada por picos de até 6 mil metros nos Andes e profundidades de 4 mil a 6 mil metros no mar.

Estatisticamente, a interação entre as placas tectônicas de Nazca e a América do Sul produz um terremoto de grandes proporções a cada 10 anos, uma média de dez pequenos tremores diários e 3,5 mil movimentos sísmicos anuais, segundo o Instituto de Geofísica da Universidad de Chile.

No século 19, ocorreram terremotos devastadores no Chile: em 1822 em Valparaíso; em fevereiro de 1835 em Concepción, com maremoto; em 1854 e 1859 em Caiapó; e em agosto de 1868 e maio de 1877, acompanhados de maremotos em Arica.

Em 1906, houve um terremoto em Valparaíso, seguido de maremoto; em 1920 em Chillán e em 1934 em Arauco.

Em 24 de janeiro de 1939, um terremoto deixou 30 mil mortos nas províncias de Talca e Bio-Bio, e em 29 de abril de 1949, outro tremor causou 33 mortos na região de Talca.

Entre os dias 21 e 26 de maio de 1960, uma série de terremotos de mais de 7 graus na escala Richter atingiram o sul do Chile, causando entre 5 mil e 6 mil mortos.

No dia 22 de maio de 1960 um forte sismo abalou Valdivia. Um terremoto de 9 graus na escala Richter, considerado o maior registrado no mundo e que gerou um tsunami de 10 metros de altura que chegou até ao Havaí, causou 61 mortos no Chile e mais 32 nas Filipinas.

Este terremoto liberou a maior quantidade de energia medida em um terremoto no mundo, com uma ruptura da falha de 1 mil quilômetros e deslocamento de 20 metros.

Isso mudou a geografia de 1 mil quilômetros quadrados de costa. As réplicas continuaram por mais um ano.

Em 29 de março de 1965, um terremoto no centro do país, com epicentro em Illapel e 9 graus na escala de Mercalli, causou 350 mortos.

Outros terremotos registrados no Chile com vítimas fatais: - Julho de 1971.- Vários tremores entre 4 e 7 graus na escala Richter causam 100 mortos nas províncias de Coquimbo, Valparaíso, Santiago e Aconcágua.

- 3 março 1985.- Um terremoto de dois minutos de duração e 7,5 graus Richter deixou 177 mortos no centro do Chile e em várias províncias argentinas.

- 30 julho 1995. - Três mortos e 2,5 mil desabrigados em Antofogasta, em um terremoto de 7,8 graus Richter que teve mais de 50 réplicas em uma área de mais de 800 quilômetros, de Santiago à Serena.

- 24 março 1997.- Dois mortos em um tremor de 5,3 graus na escala Richter na região de Santiago.

- 14 outubro 1997.- Oito mortos no centro e norte do Chile em um terremoto de 6,8 graus Richter e com uma duração inusitada de dois minutos.

- 24 julho 2001.- Dois fortes tremores, de 5,9 graus Richter e 7 graus na escala de Mercalli deixam um morto, vários feridos e fortes danos materiais em áreas rurais de Arica.

- 13 junho 2005.- Um terremoto de 7,9 graus Richter causa 12 mortos no norte, com epicentro a 100 quilômetros de Iquique. Nos dias seguintes ocorreram mais de 180 réplicas.

- 21 abril 2007.- Um terremoto de 6,2 graus Richter na região sulina de Aysén causa três mortos e sete desaparecidos, arrastados por ondas de até seis metros de altura no Puerto Aysén. Um dia depois, um tremor de 5,6 graus sacudiu Santiago e a região central.

- 14 novembro 2007.- Dois mortos e 140 feridos em um terremoto de 7,7 graus Richter em Tocopilla, norte do Chile.

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