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28/02/2010 - 23h14

Piñera pede "união nacional" depois de se reunir com Bachelet

Santiago do Chile

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, apelou hoje, depois de se reunir com a governante, Michelle Bachelet, para se "atuar com sentido de união nacional", a fim de enfrentar a tragédia vivida pelo país por causa do terremoto do sábado passado.

Piñera - que horas antes da reunião tinha criticado a demora do Governo em decretar o estado de exceção e lançar mão dos militares para frear os atos de pilhagem e saques em algumas cidades - mudou seu discurso depois de se reunir com Bachelet.

"Hoje pedimos ao Governo que decretasse o estado de catástrofe - que permite a intervenção das forças armadas em matéria de segurança pública - e nos alegramos de que o tenha feito", disse Piñera.

Piñera receberá o comando presidencial no dia 11 de março das mãos de Bachelet em cerimônia "austera e simples" que levará em conta o difícil momento pelo qual atravessa o país.

Ele enfatizou que o mais urgente neste momento é "restabelecer a ordem pública para levar tranquilidade aos cidadãos", assim como a provisão de água e eletricidade.

"A partir do dia 11 de março nosso futuro Governo vai ter de assumir esta responsabilidade", assinalou o governante eleito, destacando a "boa vontade" que encontrou durante sua reunião com a presidente socialista.

"Buscamos mecanismos de coordenação e colaboração para que exista continuidade na ação", destacou Piñera, recalcando que "o mais sensível e doloroso é a perda de vidas".

"Infelizmente o número de pessoas desaparecidas vai aumentar, porque há pessoas desaparecidas e sob os escombros", assinalou o futuro presidente, insistindo em que "nos próximos dias há demandas muito urgentes".

"Nosso programa de Governo não contemplava o fato de que tínhamos que enfrentar a reconstrução de tudo o que o terremoto destruiu", e por isso vai fazer mudanças nos planos iniciais.

"Somos conscientes de que no dia 11 de março vamos assumir não só a responsabilidade de continuar com as medidas de emergência, mas de enfrentar o processo mais longo e penoso: construir o que o terremoto destruiu", disse.

Para isso, a futura equipe do Governo de Piñera começou no próprio sábado a trabalhar no programa de reconstrução das regiões devastadas pelo tremor e o posterior tsunami.

O dirigente conservador advertiu que serão necessários "muitos esforços, trabalho e recursos, além de tempo", e anunciou que além das medidas do Governo e os recursos públicos, será necessário o esforço de todos os cidadãos e também do setor privado.

"Isto não compete apenas ao Estado, mas a toda a sociedade chilena porque centenas de milhares de chilenos estão sendo brutalmente golpeados por este terremoto, eles não só necessitam da ajuda do Governo, mas da solidariedade de toda a sociedade chilena". 

  • Reuters

    Parentes e bombeiros buscam por sobreviventes entre os escombros na cidade de Concepción

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