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01/03/2010 - 21h34

Chile amplia toque de recolher e aumenta presença militar no sul do país

Santiago do Chile, 1 mar (EFE).- O Governo chileno ordenou hoje aumentar de quatro mil para 6.500 o número de militares nas regiões de Maule e Bío-Bío (sul) e ampliar para 16 horas o toque de recolher para esta noite na província de Concepción devido ao aumento na quantidade de roubos.

Além dos saques e do vandalismo, foram incendiados hoje - aparentemente de forma intencional - um supermercado e uma loja de departamento no centro de Concepción, provocando a queda das duas edificações.

Em Santiago, a presidente chilena, Michelle Bachelet, anunciou o envio a essas duas regiões de 120 toneladas de alimentos e outros produtos de primeira necessidade, assim como o desdobramento de 13 aviões, 24 helicópteros e um número ainda não determinado de hospitais de campanha.

A medida foi tomada depois que a governante se reuniu ontem com o presidente eleito, Sebastián Piñera, que criticou a fraqueza com que, segundo sua opinião, o Executivo encarou os desmandos na área da catástrofe.

Bachelet adiantou que o ministro da Defesa, Francisco Vidal, viajará para a região nos próximos dias.

O próprio Vidal anunciou, apenas um dia depois do começo do toque de recolher ordenado em princípio das 21h de hoje até as 6h de amanhã, horários locais (mesma hora de Brasília), que nesta noite a restrição será aplicada das 20h desta segunda-feira às 12h de terça-feira.

Esta ampliação afeta apenas à província de Concepción, que inclui a cidade portuária de Talcahuano, devastada por um tsunami, e não ao conjunto da região de Bío-Bío, da qual Concepción é capital.

O toque de recolher foi imposto devido ao estado de exceção declarado ontem pela presidente para essas duas regiões e foi ampliado na província de Concepción por causa dos saques e atos de vandalismo registrados.

O balanço da primeira noite de toque de recolher na cidade de Concepción, uma das mais afetadas pelo terremoto de sábado, foi de um morto e 55 detidos.

"Quem quiser se impor sobre o Estado de direito terá que sofrer as consequências", declarou hoje Vidal no aeroporto de Santiago, de onde supervisionou o envio de ajuda à região junto com Bachelet.

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