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02/03/2010 - 12h27

Viúva de ex-presidente ruandês é detida por ligação com genocídio

Paris, 2 mar (EFE).- A viúva do ex-presidente ruandês Juvenal Habyarimana foi detida hoje, na França, por seu suposto envolvimento no genocídio registrado em Ruanda nos anos 1990, informaram fontes judiciais.

Agathe Habyarimana, que desde 1998 vive na França, para onde foi levada por militares franceses nos primeiros dias da limpeza étnica em seu país, foi detida por volta das 4h (de Brasília), nos arredores de Paris.

A detenção Agathe aconteceu na semana seguinte à visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, a Ruanda, e poucos meses depois de Paris e Kigali retomarem suas relações diplomáticas após três anos de ruptura.

O vazio diplomático foi motivado pelas acusações da França de que o presidente ruandês Paul Kagame e nove funcionários de seu Governo foram os responsáveis pela derrubada, em 6 de abril de 1994, do avião de Habyarimana, o que deu início aos massacres de tutsis e membros moderados da etnia hutu.

Segundo a Suprema Corte de Ruanda, o então presidente Habyarimana, de etnia hutu, foi assassinado por hutus radicais que não queriam um Governo de coalizão.

A consequência dessas ações foi um genocídio no qual cerca de 800 mil pessoas foram assassinadas, segundo estimativas da ONU.

A viúva de Habyarimana foi presa porque supostamente pertence à chamada Akazu, uma sociedade secreta integrada por membros e familiares da elite governante hutu, a mesma que teria planejado o extermínio ocorrido no país.

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