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03/03/2010 - 09h31

Grécia avisa que recorrerá ao FMI se não tiver apoio da UE

Atenas, 3 mar (EFE).- O primeiro-ministro grego, Yorgos Papandreu, disse hoje que pedirá auxílio ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se a União Europeia (UE) não ajudar a Grécia a superar a crise que enfrenta por seu elevado déficit público e seu grande endividamento.

Segundo fontes do Governo ouvidas pela TV estatal, Papandreu fez a seguinte declaração após uma reunião com o gabinete de ministros: "Já fizemos o que era necessário. Agora é a vez da Europa. Se a UE não nos der respaldo político, a Grécia pode recorrer ao FMI".

Papandreu se referia ao pacote de contingência aprovado hoje, que inclui medidas como cortes de benefícios e o aumento do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) e outros tributos.

Com esse plano de choque, o Governo grego espera economizar quase 5 bilhões de euros e sanear a economia do país, que acumula uma dívida equivalente a mais de 110% do Produto Interno Bruto (PIB) e cujo déficit público alcançou 12,7% em 2009.

As medidas aprovadas hoje se unem às anunciadas em fevereiro, que fizeram os sindicatos reagirem convocando uma greve geral para o último dia 24.

Agora, o Governo decidiu apertar um pouco mais o cinto cortando gastos e elevando sua receita.

Ao todo, 600 mil servidores verão sua renda cair com o corte de 30% nos bônus e salários extras assegurados ao funcionalismo público. Já os vencimentos de pensionistas e aposentados serão congelados pela Previdência.

Ontem à noite, Papandreu disse no Parlamento que o país "corre contra o relógio para salvar a economia" nacional.

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