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03/03/2010 - 13h25

Motoristas de ônibus iniciam greve de 48 horas contra decreto de Morales

La Paz, 3 mar (EFE).- Os sindicatos de motoristas de ônibus da Bolívia iniciaram hoje uma greve de 48 horas como resposta ao decreto do presidente Evo Morales que pune funcionários que trabalharem bêbados e suas respectivas empresas.

A medida já reflete na queda do tráfego de veículos nas cidades. Motoristas bloquearam ruas em El Alto, vizinha a La Paz, apesar de o Governo ter proibido este tipo de manifestação.

O ministro do Governo (Interior) boliviano, Sacha Llorenti, disse ao canal estatal que o Executivo "tenta minimizar o efeito da greve e os prejuízos que ela pode causar à população".

O decreto foi aprovado mês passado por Morales para reduzir o número de acidentes de trânsito nas estradas - alguns deles provocados por motoristas muito jovens, que dirigiam ônibus de passageiros sob os efeitos do álcool.

Os sindicatos reclamaram porque a punição inclui a cassação da carteira de motorista, o que impede os motoristas de exercer a função pelo resto da vida, além do fechamento das empresas.

Llorenti assegurou que a medida não será mudada porque teve efeitos positivos na segurança do país, e também será votada para ter status de lei.

Segundo estatísticas apresentadas pelo ministro, em fevereiro de 2007 houve 725 acidentes de trânsito, sendo 657 um ano depois. No mesmo mês de 2009 foram 676, e agora o número caiu para 496.

O ministro de Obras Públicas da Bolívia, Wálter Delgadillo, disse a um canal de tv local que a principal intenção do decreto é cuidar de vidas, e pediu aos motoristas que se unam a esta "cruzada".

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