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04/03/2010 - 05h56

China: relação vai melhorar se EUA mudar postura em relação a Taiwan e Tibete

Pequim, 4 mar (EFE).- O Governo chinês assegurou aos representantes diplomáticos dos Estados Unidos em seu país que as relações entre as duas potências vão melhorar se Washington retificar decisões recentes sobre Taiwan e Tibete.

"A premissa é que os Estados Unidos respeite os princípios dos acordos bilaterais, assim como os interesses chineses nas principais preocupações. Se isso for cumprido, asseguramos que haverá mais dias ensolarados nas relações bilaterais", afirmou hoje em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Qin Gang.

As declarações foram prestadas no último dia da visita à China do vice-secretário de Estado americano, James Steinberg, e do diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Jeffrey Bared.

Em visita a Pequim desde terça-feira passada, com o objetivo de acalmar as tensões surgidas entre os países, os diplomatas norte-americanos se reuniram com o ministro de Assuntos Exteriores chinês, Yang Jiechi, os vice-ministros Cui Tiankai e Guang Guangya e o conselheiro de Estado Dai Bingguo.

"O vice-secretário de Estado (James) Steinberg escutou a postura chinesa nos assuntos relacionados com Taiwan e Tibete e disse que a parte americana está preparada para trabalhar com a China nestes temas e devolver as relações bilaterais ao caminho do desenvolvimento firme", afirmou Qin.

A venda de armas no valor de mais de US$ 6 bilhões do Pentágono a Taiwan, que a China considera parte de sua soberania, e a reunião entre o presidente americano Barack Obama e o Dalai Lama, líder tibetano no exílio, provocaram que Pequim convocasse o embaixador dos EUA para protestar oficialmente.

"As duas partes mantiveram boas relações no ano passado, mas nos dois últimos meses os comportamentos dos Estados Unidos nos temas relacionados com Taiwan e Tibete violaram os princípios expostos nos três comunicados conjuntos, o que atrapalha seriamente as relações entre China e Estados Unidos e causa dificuldades em áreas importantes de cooperação", resumiu o porta-voz.

Perante isso, a China deu uma resposta "justificada e necessária" e pediu a Washington "sinceridade" e "ações concretas" para devolver a normalidade às relações bilaterais.

Por outro lado, segundo publicou hoje o jornal americano "World Journal", citando fontes do Congresso americano, o Pentágono planeja atrasar a publicação de seu relatório anual sobre o poder e a estratégia militar da China, em uma tentativa de suavizar tensões com as autoridades do gigante asiático.

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