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04/03/2010 - 15h43

Israelenses e palestinos retomam negociação indireta na próxima semana

Jerusalém, 4 mar (EFE).- Israelenses e palestinos iniciarão, na próxima semana, negociações indiretas com a ajuda de mediadores americanos para reativar o processo de paz interrompido há mais de um ano.

Segundo a imprensa de Israel, o enviado especial do governo norte-americano para a região, George Mitchell, chegará ao país na noite de sábado para acertar com as partes os novos termos da negociação.

Após esse trabalho preparatório, os diálogos serão iniciados durante a visita que o vice-presidente americano, Joe Biden, fará à região, entre segunda e quinta-feira.

Fontes ligadas à Autoridade Nacional Palestina (ANP) disseram à Agência Efe que os líderes da instituição aceitaram a fórmula de "negociações de proximidade" - título oficial do procedimento -, após receberem "garantias" do governo dos Estados Unidos.

Segundo elas, Washington se comprometeu a fazer com que as negociações tenham como meta a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967 - Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

As fontes indicaram ainda que Mitchell ficará encarregado de transmitir a cada parte as posições da outra, e que o tema central do diálogo em um primeiro momento estará relacionado ao traçado final das linhas divisórias e à segurança na região.

A retomada do processo de paz acontece após o sinal verde dado pela Liga Árabe nesta semana à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para que houvesse negociações indiretas com o Estado judeu por um período de quatro meses.

Caso não haja avanços nesse prazo, a Liga se reunirá novamente em julho para mais discussões.

Após resistir durante várias semanas à proposta dos EUA de negociações indiretas com Israel, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, disse à Liga Árabe que tinha a intenção de participar das discussões.

A ANP suspendeu as negociações com Israel por causa da ofensiva militar israelense ocorrida em Gaza em janeiro de 2009, que custou a vida de 1.400 palestinos, civis em sua maioria.

A instituição também exige que Israel freie totalmente a expansão de seus assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Também sob pressão americana, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou uma moratória da construção nas colônias da Cisjordânia, mas rejeita fazê-lo em Jerusalém Oriental, onde os palestinos exigem estabelecer a capital de seu estado.

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