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04/03/2010 - 15h43

ONU pressiona UE por discriminação a ciganos

Genebra, 4 mar (EFE).- A alta comissária de direitos humanos da ONU, Navy Pillay, condenou hoje os países da União Europeia (UE) que insistam em atitudes de discriminação e racismo contra a etnia cigana.

"Em muitos países europeus, os ciganos continuam enfrentando o racismo e até ataques com base racista", afirmou Pillay durante a apresentação de um relatório, elaborado anualmente, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A alta comissária lembrou que há meses vem alertando os países-membros da UE sobre atos de racismo contra ciganos.

Apesar de ter destacado que alguns Governos buscaram melhorar a situação da etnia, frisou que ainda existem muitos Estados em que há forte discriminação.

Em especial, citou Eslováquia e República Tcheca, onde a situação dos ciganos, em vez de melhorar, "está piorando".

A comissária informou que, durante uma audiência na Itália na próxima semana, falará com as autoridades "sobre o assunto da discriminação e os ataques a ciganos, e em geral a imigrantes".

Além disso, agradeceu à Hungria por ter organizado um debate específico sobre a situação da etnia cigana na Europa dentro da atual sessão do conselho.

O embaixador espanhol perante a ONU em Genebra, Javier Garrigues, falando em representação da UE, afirmou que o tema da imigração é "crucial".

Garrigues lembrou o Programa de Estocolmo, com o qual se dotou o bloco europeu para buscar uma integração dos imigrantes de outros países de forma coordenada, e afirmou que espera que a ferramenta marque a aplicação "de forma mais vigorosa" da inclusão.

Em outra área, Pillay lamentou a situação das vítimas do terremoto que assolou o Haiti em 12 de janeiro.

A comissária lembrou que, apesar dos esforços realizados, "uma significativa parte da população" não tem mais as necessidades básicas atendidas.

"A falta de comida, água, refúgio e assistência médica continua fazendo perigar a vida de incontáveis haitianos", lamentou Pillay, para lembrar que o escritório enviou uma equipe à região para assegurar que "os direitos humanos estão no centro das atividades humanitárias e de reconstrução do país".

A comissária se referiu, também, a situações que para ela merecem atenção especial pela contínua violação dos direitos humanos, como é o caso do Irã.

"Estou muito preocupada com a situação de crescente deterioração dos direitos humanos no Irã, onde foram tomadas medidas enérgicas e violentas contra os dissidentes, incluindo detenções arbitrárias de manifestantes, de ativistas de direitos humanos, de jornalistas e de proeminentes figuras políticas", apontou.

Pillay explicou que muitos detidos foram condenados "a severas sentenças, incluindo a pena capital, pelo papel nos protestos após as eleições, e em julgamentos questionáveis".

Perante tal realidade, explicou que pediu às autoridades iranianas que permitam que uma representação do alto comissariado possa visitar o país, autorização que até o momento foi negada.

A nova embaixadora americana no escritório das Nações Unidas em Genebra, Betty E. King, que hoje se dirigiu pela primeira vez ao conselho, disse que os Estados Unidos "notaram que no último ano houve um aumento de detenções arbitrárias durante manifestações pacíficas" em países como o Irã.

Assim, King perguntou a Pillay como pretendia trabalhar para proteger os direitos fundamentais no Irã hoje e no futuro, sem fazer mais comentários a respeito.

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