UOL Notícias Notícias
 

04/03/2010 - 16h29

Série de atentados deixa 12 mortos no Iraque durante votação

Bagdá, 4 mar (EFE).- Uma série de atentados semeou hoje o pânico em Bagdá, deixando doze mortos e meia centena de feridos durante a votação de policiais, soldados e pacientes de hospitais em uma sessão antecipada das eleições parlamentares do próximo domingo.

Estes foram os casos mais graves de violência na capital iraquiana às vésperas do pleito, apesar dos inúmeros sistemas de segurança e detectores de bombas usados em todas as regiões da cidade.

As três explosões em diferentes pontos de Bagdá, por volta das 12h (horário local), tinham como alvo os agentes e soldados que esperavam em uma fila para votar ou estavam a caminho dos centros de votação, informaram à Agência Efe fontes do Ministério do Interior.

Nesta quinta-feira, 450 destes locais receberam 850 mil eleitores, que em sua maioria trabalham na área de segurança e votaram antecipadamente, assim como pessoas que estão internadas em hospitais.

O atentado mais grave, o primeiro da série, aconteceu próximo a um colégio eleitoral do bairro de Al-Huriya, no noroeste de Bagdá, onde militares e policiais aguardavam para ir às urnas.

Segundo testemunhas, a maioria das vítimas - cinco mortos e vinte feridos - era de civis.

Por outro lado, no centro de Bagdá, no bairro de Bab al-Muazan, os quatro mortos e dez feridos eram soldados que estavam votando e foram vítimas da última das três explosões registradas hoje.

Pessoas que estavam perto do local no momento em que as bombas foram detonadas explicaram à Efe que, neste caso, um suicida utilizou um cinto de explosivos.

Em outro ataque, mais um suicida detonou explosivos que levava junto ao corpo durante a passagem de um ônibus do Exército iraquiano, no bairro de Al-Mansur, o que causou a morte de três pessoas e feriu outras quinze.

Neste caso, ainda não se sabe se as vítimas eram civis ou militares.

Também em Al-Mansur, no oeste de Bagdá, havia nas ruas folhetos com a assinatura do grupo terrorista Al Qaeda e que advertem contra a votação nas eleições.

A coalizão terrorista Estado Islâmico do Iraque, liderada pela Al Qaeda, já havia anunciado no dia 13 de fevereiro que tinha a intenção de impedir as eleições, que classificou como um "crime político" e uma tentativa de "humilhação aos sunitas do Iraque".

As autoridades já esperavam atos de violência à medida em que se aproximasse a data do pleito, e anunciaram que a vigilância estaria a cargo de meio milhão de policiais e centenas de milhares de soldados.

Com o objetivo de reforçar o patrulhamento, a circulação de veículos no sábado e no domingo será impedida.

Ontem, na cidade de Baquba, no nordeste de Bagdá, 30 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas por outra série de atentados que afetou a cidade.

Na província central de Al-Anbar, a polícia revelou que deteve hoje motoristas de dois caminhões-bomba que pretendiam atentar contra colégios eleitorais e um comboio de policiais.

À margem dos ataques terroristas, um dos diretores da Comissão Eleitoral, Qasim al-Abudi, declarou em entrevista coletiva que houve alguns "problemas técnicos" na sessão parcial de votação.

Entre esses problemas, destacou a escassez de cédulas de votação em vários centros eleitorais e a ausência de alguns militares no censo eleitoral.

Al-Abudi disse também que os militares que não puderam votar hoje poderão fazê-lo no próximo domingo.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    15h39

    0,18
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    15h45

    0,42
    64.956,07
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host