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04/03/2010 - 23h44

STF rejeita recurso e Arruda segue preso

Brasília, 4 mar (EFE).- O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou hoje o pedido de habeas corpus do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (atualmente sem partido), acusado de corrupção, enquanto a Câmara Distrital decidiu realizar um julgamento político para o destituir do cargo.

Arruda foi detido no último dia 11, depois que a Polícia anunciou que tem provas que garantem seu envolvimento em casos de corrupção detectados no governo estadual, assim como em tentativas de manipulação de provas e suborno de testemunhas, o que constitui uma obstrução à justiça.

O assunto começou com a divulgação de vídeos que mostravam o governador, então filado ao DEM, e muitos de seus colaboradores dividindo dinheiro que, segundo a Polícia, tinha sido produto de diversas ações ilegais.

A defesa de Arruda tinha apresentado um recurso de habeas corpus ao STF, mas a corte negou hoje a ação (9 votos a 1), e o governador deve permanecer preso nas dependências da Polícia Federal, onde se encontra há mais de vinte dias.

O juiz Marco Aurélio Mello, que atuou como instrutor perante o recurso, afirmou que há evidências que confirmam que Arruda tentou manipular provas e subornar testemunhas para que mudem depoimentos, e por isso considerou que a prisão preventiva deve ser mantida.

Arruda recebeu outro golpe na Câmara Legislativa do Distrito Federal, cujos membros aprovaram hoje por unanimidade iniciar um julgamento político visando sua cassação.

Aprovado o início do processo, o governador terá agora um prazo de vinte dias para apresentar sua defesa perante os deputados distritais, que depois votarão em plenário a favor ou contra sua cessação.

Caso a maioria decida que ele deve ser cassado, Arruda perderá seus direitos políticos durante cinco anos, período no qual não poderá ser candidato a nenhum cargo eletivo.

No dia 11 de fevereiro, quando foi detido, seu cargo foi ocupado de forma interina pelo vice-governador, Paulo Octavio Alves, que renunciou quinze dias, quando foi substituído pelo então presidente da Câmara Distrital, Wilson Lima.

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