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05/03/2010 - 15h21

Al Qaeda exige libertação de muçulmanos na Mauritânia em troca de espanhóis

Bamaco, 5 mar (EFE).- A organização terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) exigiu a soltura de muçulmanos presos na Mauritânia em troca da libertação dos três voluntários espanhóis que estão sob seu poder no norte do Mali, informaram hoje à Agência Efe fontes próximas à negociação.

Até o momento, a ramificação norte-africano da Al Qaeda tinha exigido a libertação de muçulmanos presos no caso do refém francês Pierre Camatte, libertado em 23 de fevereiro, e no do casal italiano que continua sequestrado, mas não tinha feito referência aos voluntários espanhóis em seus últimos comunicados.

Essa ausência de reivindicação, unida ao otimismo expressado nas últimas semanas pelas autoridades malinesas em relação os espanhóis, levava a pensar que o grupo que sequestrou Alicia Gámez, Roque Pascual e Albert Vilalta se limitava a pedir um resgate para libertá-los.

A exigência de libertação de ativistas islamitas presos na Mauritânia pode complicar significativamente as possibilidades de uma pronta resolução do sequestro, disseram à Efe as fontes citadas.

O primeiro-ministro mauritano, Moulay Ould Mohammed Lagdaf, assegurou ontem em entrevista coletiva concedida em Nuakchott que seu país "jamais negociará com os terroristas" da AQMI para soltar presos salafistas em troca da libertação de reféns.

Lagdaf explicou que há "três estratégias para a questão do terrorismo" e que nenhuma delas passa pela negociação.

Segundo ele, os caminhos são o diálogo com os terroristas para convencê-los da contradição entre seus métodos e a religião muçulmana; a inclusão social dos jovens mauritanos por meio de projetos econômicos, e, "finalmente, a força".

Na semana passada, a Mauritânia chamou para consultas seu embaixador no Mali em protesto pela soltura de quatro islamitas presos em Bamaco (entre eles um mauritano), uma das condições exigidas pela Al Qaeda para libertar Camatte.

A Argélia também retirou provisoriamente seu embaixador em Mali e criticou duramente a libertação dos ativistas, que considerou uma "atitude não amistosa" por parte de Bamaco contra a convenção bilateral de cooperação judicial.

Os três espanhóis, voluntários da ONG Acción Solidária, foram sequestrados em 29 de novembro na Mauritânia quando faziam parte de um comboio com ajuda humanitária que transitava pela principal estrada do país. Depois, foram levados para o norte do Mali.

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