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05/03/2010 - 22h32

Chávez qualifica de "aceitável" posição de Espanha sobre polêmica ETA-Farc

Caracas, 5 mar (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou hoje de "aceitável" a posição do Governo espanhol depois da polêmica surgida com o caso aberto por um juiz espanhol sobre uma suposta relação entre o grupo terrorista basco ETA, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a Venezuela.

"A resposta foi aceitável. Eles disseram que não pediram explicações, mas informações", disse Chávez. O presidente venezuelano acrescentou que "as coisas voltaram ao normal" em um discurso durante um ato com simpatizantes realizado em um bairro do oeste de Caracas.

O presidente venezuelano afirmou que isso foi possível "graças à maturidade" do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e de seu ministro das Relações Exteriores, Miguel Ángel Moratinos.

O governante venezuelano reiterou que a polêmica foi criada por políticos da direita espanhola e europeia, às quais chamou de "fascistas", através de seus meios de comunicação e dos postos que ocupam em instituições políticas e de justiça.

A polêmica surgiu depois que o juiz espanhol Eloy Velasco ditou um auto de processo no qual menciona indícios de "cooperação" do Governo de Chávez com uma suposta aliança entre o grupo terrorista ETA e a guerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O Governo venezuelano rejeitou a colocação e qualificou de "infame" as palavras do juiz espanhol.

Chávez disse na quarta-feira que não tinha "nada" a explicar a Zapatero depois que o primeiro-ministro espanhol pediu na segunda-feira explicações a respeito da questão.

Chávez afirmou que antes que Zapatero pedisse explicações ao Governo da Venezuela, ele já tinha conversado com o chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, quem lhe explicou que a acusação do juiz era um procedimento judicial e, portanto, independente do Governo.

O chefe da diplomacia espanhola esclareceu nesta quinta-feira que a intenção do presidente do Governo espanhol foi pedir mais "informações" que explicações a Chávez sobre sua suposta ajuda para que a ETA e as Farc estabelecessem uma aliança.

Moratinos expressou sua confiança de que Chávez irá colaborar com a Audiência Nacional da Espanha para que se possam esclarecer os indícios desses supostos vínculos.

Além disso, Moratinos também disse que, quando falou com Chávez e com o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, ambos rejeitaram qualquer conivência com a ETA.

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