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05/03/2010 - 17h42

FMI libera US$ 160 milhões para Honduras após reconhecer Governo

Washington, 5 mar (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) liberou hoje para Honduras US$ 160 milhões, congelados após o golpe de Estado de junho passado, ao reconhecer a administração do presidente Porfirio Lobo como o Governo legítimo do país.

"Posso confirmar que o FMI reconhece e tratará a administração de Porfirio Lobo como o Governo de Honduras", disse à Agência Efe Andreas Adriano, um porta-voz do Fundo.

A presidente do Banco Central hondurenho, María Elena Mondragón, tinha antecipado hoje o anúncio em declarações feitas em El Salvador.

"Já está formalizada a relação de Honduras com o FMI. É uma excelente notícia", disse Mondragón à rádio "HRN" em Tegucigalpa.

O organismo tomou a decisão após constatar que a maioria dos países-membros, representados em seu Conselho Executivo, reconhece o Governo de Lobo, empossado em janeiro passado.

Além do respaldo internacional que isso implica, a medida permite a Honduras retirar os US$ 160 milhões em Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês) que foram retidos em setembro.

O Fundo impediu o desembolso do dinheiro porque o Conselho Executivo negou o reconhecimento do Governo de Roberto Micheletti, instaurado após a deposição do ex-presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho do ano passado.

Esse dinheiro era destinado a Honduras como parte de uma distribuição mundial de US$ 250 bilhões para injetar liquidez nos bancos centrais, uma medida promovida pelo G20 financeiro - bloco formado pelas principais economias desenvolvidas e emergentes.

A decisão do FMI "significa que Honduras pode fazer uso de todos seus direitos como membro do Fundo, os quais incluem: nomear um representante e um suplente perante o organismo, pedir assistência financeira e técnica e usar sua alocação de SDR", explicou Adriano.

O Governo não solicitou nenhum acordo creditício com o FMI por enquanto, informou o porta-voz.

Segundo o Fundo, uma delegação de especialistas do organismo irá a Tegucigalpa para analisar a situação econômica do país, embora a data ainda não tenha sido definida.

Mondragón disse que seu Governo proporá que a visita inicie em 15 de março.

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