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05/03/2010 - 16h29

Lula deixará a presidente sucessor um plano de metas para 2022

Rio de Janeiro, 5 mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará a seu sucessor um Plano de Metas para 2022, que será apresentado em junho pela Secretaria de Assuntos Estratégicos.

"São metas ambiciosas, mas acessíveis. Se Lula não tivesse definido metas ambiciosas para seu Governo, não teria feito nada", disse o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, em entrevista à imprensa estrangeira no Rio de Janeiro.

"São metas para reduzir as desigualdades e as vulnerabilidades do país, mas há condições reais para alcançá-las, como recursos financeiros e naturais, e um grande parque industrial", acrescentou o ministro.

Lula encomendou o Plano de Metas em seu último ano de Governo já que, após ter sido eleito para dois mandatos, não poderá disputar as eleições nas quais será eleito o chefe de Estado que o sucederá a partir de janeiro de 2011.

Guimarães reconhece que a iniciada do Plano dependerá do próximo Governo, mas alega que terá continuidade caso a vencedora das eleições seja a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"Se a pré-candidata do PT for escolhida, todos os programas terão seguimento. Se o vencedor for outro candidato, não sei o que vai acontecer", afirmou.

Segundo o ministro, a intenção de Lula é que seus sucessores tenham um norte para transformar o Brasil em uma potência mundial até 2022, ano em que será comemorado o bicentenário da independência nacional.

Ele acrescentou que o plano, com cerca de 150 metas, tem três grandes desafios: a redução das desigualdades históricas do país, a diminuição das vulnerabilidades e o aumento da democracia.

O Plano prevê uma drástica redução das desigualdades com metas como a erradicação do analfabetismo, a redução da mortalidade infantil e a universalização da escolaridade, da saúde pública e do saneamento básico.

"Hoje temos reservas de US$ 240 bilhões, frente a cerca de US$ 30 bilhões há seis ou sete anos e não somos mais devedores do Fundo Monetário Internacional (FMI). A dívida externa não é impagável", afirmou.

Guimarães, no entanto, admitiu que há áreas nas quais o Brasil ainda tem que trabalhar muito para reduzir as vulnerabilidades.

"É muito importante que possamos participar do Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro permanente. Trata-se de uma posição estratégica", afirmou.

"Não temos Forças Armadas compatíveis com o tamanho e a importância de nosso território, população e economia. Um país não é soberano se não pode se defender", afirmou.

O ministro assegurou que o Brasil tem um investimento per capita em defesa muito inferior ao de outros países sul-americanos, como Chile e Colômbia. Ele defendeu um aumento do investimento nas Forças Armadas e na indústria militar.

Além disso, Guimarães esclareceu que o fato de o Brasil ter renunciado constitucionalmente à possibilidade de desenvolver armas nucleares não o transforma em um país vulnerável.

"Temos as sextas maiores reservas de urânio e dominamos toda a tecnologia para o enriquecimento de urânio. Estamos desenvolvendo um submarino de propulsão nuclear que é um importante elemento dissuasório", disse.

Em relação ao Conselho de Segurança da ONU, ele alegou que o Brasil deseja ser membro permanente do órgão, como um país que se considera importante, e não como representante da América do Sul ou da América Latina. "Não se trata de um assunto regional, mas político".

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