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05/03/2010 - 18h33

Países da UE reafirmam confiança em Catherine Ashton após críticas

Córdoba (Espanha), 5 mar (EFE).- Os ministros de Exteriores da União Europeia (UE) reafirmaram hoje sua confiança na Alta Representante para a Política Externa comunitária, Catherine Asthon, após as críticas que ela recebeu nos últimos dias, algumas delas inclusive de vários países do bloco.

As críticas à britânica estiveram no centro das discussões no primeiro dia da reunião informal de ministros de Exteriores da UE, realizada na cidade de Córdoba, no sul da Espanha, país que neste semestre exerce a Presidência rotativa do bloco.

O ministro de Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, destacou o apoio da UE a Catherine Ashton na entrevista coletiva. Ele elogiou o "esforço" e as viagens que a Alta Representante está realizando por todo o mundo nas últimas semanas.

"Estamos absolutamente satisfeitos", afirmou o chanceler espanhol, sobre o funcionamento das instituições criadas pelo Tratado de Lisboa "estão funcionando plenamente", assegurou.

Moratinos pediu paciência ao lembrar que o cargo de Ashton é novo, já que ela assumiu o posto em 1º de dezembro passado. O chanceler espanhol insistiu que "estamos em uma fase de transição", pois a nova Comissão Europeia foi ratificada pelo Parlamento há menos de um mês.

Esta reunião em Córdoba foi precedida pelas advertências enviadas em três cartas por até sete ministros comunitários sobre os projetos de Ashton para o Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE, o futuro corpo diplomático da UE).

Além disso, nos últimos dias, Ashton tinha recebido críticas por não ter comparecido à recente reunião informal de ministros da Defesa da UE (na semana passada em Palma de Mallorca, Espanha), já que foi a primeira ocasião em que um alto responsável de Política Externa e Defesa do bloco faltava a uma reunião desse tipo.

Ashton ressaltou que não foi a Palma de Mallorca porque esteve na Rússia e Ucrânia e acrescentou que constantemente tem que decidir onde pode melhor representar a UE.

Após as críticas e as cartas sobre o serviço diplomático europeu, a reunião de hoje mostrou esforço em tentar reforçar a figura de Ashton como símbolo visível do objetivo da UE de ter uma política externa forte e unida.

Moratinos também confiou que a projeto a ser apresentado por Ashton em abril com os detalhes sobre o funcionamento do SEAE deixará todos satisfeitos.

"Estou absolutamente seguro de que a proposta de Ashton será extremamente equilibrada e todas as instituições ficarão satisfeitas", afirmou o ministro espanhol.

Ele também tentou amenizar o impacto das três cartas e de algumas críticas surgidas em Bruxelas nos últimos dias sobre o serviço diplomático da UE.

"Não houve nenhum pedido, protesto ou reivindicação. Estamos debatendo. Cada Estado-membro tem diferentes pontos de vista", insistiu Moratinos.

A alta representante disse que as cartas inspiraram algumas ideias e assegurou que não haverá atrasos em sua proposta, prevista para fins de abril. Ela destacou seu compromisso em buscar uma "síntese" às divergências manifestadas.

Ao chegar à reunião, vários ministros também reiteraram o apoio a Ashton - escolhida por unanimidade em novembro passado pelos 27 países-membros para o cargo - e seu respaldo a uma política externa "forte" da UE.

O chanceler finlandês, Alexander Stubb, foi hoje o maior defensor da alta representante, ao dizer que Ashton "está sendo criticada muito injustamente". Essa posição foi manifestada também pelos ministros da Itália e de Luxemburgo, entre outros.

Mesmo os ministros do Reino Unido e da Suécia, que assinaram uma das cartas a Ashton para pedir transparência na criação e no funcionamento do serviço diplomático, insistiram hoje que não fizeram críticas, mas apresentaram elementos de debate.

A discussão sobre Ashton e o Serviço Europeu de Ação Externa ofuscou o debate ministerial sobre o papel que deve ter a UE no mundo, especialmente em sua relação com potências emergentes como Brasil, China, Índia, e África do Sul.

O segundo dia da reunião de Córdoba tratará amanhã sobre como apoiar a retomada do processo de paz no Oriente Médio e a política da UE nos Bálcãs, além de novas discussões sobre o serviço diplomático europeu.

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