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06/03/2010 - 15h37

UE decide reforçar diplomacia e se envolver mais no O.Médio

Córdoba (Espanha), 6 mar (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores da União Europeia (UE) insistiram hoje no objetivo de dar mais força à política externa do bloco e de torná-lo mais influente no mundo, o que começarão a fazer promovendo a retomada das negociações de paz no Oriente Médio.

A reunião informal dos ministros, que terminou neste sábado, na Espanha, debateu a articulação de uma política externa mais assertiva em um mundo em transformação. O funcionamento da diplomacia da UE foi outro tema debatido.

Em uma das discussões mais importantes do dia, os presentes no encontro analisaram como apoiar a retomada, a partir de amanhã, das conversas de paz entre Israel e os palestinos.

O ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, disse após a reunião que a UE deve se envolver mais e "passar à ação".

"Não podemos esperar eternamente" que ambas as partes cheguem a um acordo sobre a esperada solução de dois Estados, disse o chefe da diplomacia da Espanha, país que neste semestre preside a UE.

Outros ministros também defenderam a ideia de o bloco atuar mais na região.

"A UE deve ter um papel mais forte", afirmou o chanceler finlandês, Alexander Stubb, o mais claro de todos.

Coincidência ou não, a alta representante de Política Externa e Segurança Comum da UE, a britânica Catherine Ashton, iniciará em 14 de março sua primeira viagem pelo Oriente Médio. A intenção dela é visitar países-chave e a Faixa de Gaza.

Mas, para chegar ao território palestino, controlado pelo Hamas, será preciso que Israel suspenda o bloqueio imposto à região.

Após essa viagem, Ashton participará de sua primeira reunião com o Quarteto de Madri (ONU, UE, EUA e Rússia), que acontecerá em Moscou, no dia 19 deste mês.

Acuada por várias críticas e preocupações manifestadas por inúmeros países nos últimos dias, neste sábado a britânica também apresentou algumas ideias para a criação do Serviço Europeu de Ação Exterior (SEAE).

Um dos temores era que a Comissão Europeia (órgão executivo da UE), que tem uma de suas vice-presidências ocupada por Ashton, decidisse assumir o controle do serviço diplomático europeu e enfraquecer os postos nacionais na área.

A representante também deixou evidente hoje sua rejeição a cotas nacionais fixas ou de gênero, já que seu objetivo é a "alta qualidade", disseram fontes diplomáticas. Além disso, ela garantiu que todos os Estados-membros estarão representados.

Por outro lado, a britânica cobrou dos ministros do bloco a apresentação de "bons candidatos" para os cargos na Comissão Europeia.

Ontem, Ashton havia se comprometido a levar em consideração as propostas incluídas em três cartas que sete ministros de Assuntos Exteriores da UE lhe enviaram nos últimos dias com preocupações sobre a criação do SEAE.

Com esse compromisso, os ministros garantiram seu apoio à funcionária, minimizando aquilo que outros tacharam de críticas exageradas e restaurando a imagem de consenso em torno de Ashton, eleita por unanimidade em novembro do ano passado.

Por fim, os ministros deram seu apoio a uma iniciativa conjunta de Espanha e Itália para a realização de uma cúpula com os sete países balcânicos não membros da UE. Esse encontro deve acontecer em Sarajevo (Bósnia-Herzegovina), no começo de junho.

O objetivo dessa reunião será reiterar a Croácia, Sérvia, Montenegro, Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Albânia e Kosovo que a porta da UE está aberta, mas que, antes, estes países precisam "acelerar e reforçar" suas reformas.

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