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08/03/2010 - 12h35

"Granma" diz que dissidente em greve de fome é agente dos EUA

Havana, 8 mar (EFE).- Em sua primeira menção ao caso, o diário oficial cubano "Granma" diz hoje que o dissidente Guillermo Fariñas, em greve de fome há 13 dias, é agente dos Estados Unidos e um delinquente violento comum.

Segundo o jornal, porta-voz do governante Partido Comunista, "a manipulação" na imprensa internacional é tal que matérias chegam a apontar que o Governo cubano "quer deixar este assalariado do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana morrer (Sina)".

Fariñas pede a liberdade de 26 dissidentes presos que estão em estado de saúde ruim e disse à imprensa internacional que o presidente cubano, o general Raúl Castro, deu ordens para deixá-lo morrer.

Segundo o "Granma", o dissidente esteve em "atividades de todo tipo da Sina e algumas sedes diplomáticas europeias que dirigem a subversão em Cuba, das que recebe instruções, dinheiro e abastecimento".

O artigo diz que a imprensa internacional omite o fato de que o Governo realiza "múltiplos esforços" para ajudar Fariñas.

O dissidente cubano começou a greve dois dias depois da morte em Havana, após um jejum de quase três meses, do também opositor Orlando Zapata, considerado preso de consciência pela Anistia Internacional.

A imprensa da ilha, toda estatal, informou da morte de Zapata apenas seis dias depois. Da mesma forma que faz hoje com Fariñas, o chamou então de delinquente comum e contra-revolucionário, e assegurou que os médicos fizeram todo o possível para salvá-lo.

 

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