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08/03/2010 - 14h49

Produtos americanos receberão sanções no Brasil

Brasília, 8 mar (EFE).- O Brasil anunciou hoje uma lista de produtos americanos que receberão sanções devido à recusa dos Estados Unidos de eliminar os subsídios ao algodão.

A lista inicial, divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, inclui principalmente cosméticos e alimentos, além de automóveis e eletrodomésticos.

Esses produtos terão que pagar impostos de importação mais altos caso provenham dos Estados Unidos.

As taxas adicionais começarão a valer em 30 dias e poderão chegar até US$ 591 milhões ao ano.

O Ministério também pretende aplicar sanções nos setores de propriedade intelectual. A lista desses produtos deve ser divulgada em breve.

No total, as sanções somam cerca de US$ 829 milhões ao ano.

Em agosto do ano passado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou o Brasil a aplicar as sanções contra os EUA.

O país havia denunciado os subsídios americanos ao algodão, considerados práticas de comércio desleal.

Apesar da posição da OMC, os Estados Unidos se negaram a eliminar os subsídios.

A chancelaria brasileira informou que as sanções se mantêm enquanto os EUA seguirem descumprindo as regras multilaterais.

Os 102 produtos incluídos na lista terão tarifas elevadas entre 12% e 100%. Entre os produtos taxados estão o metanol, cuja tarifa aumentará em 22%, paracetamol (28%), produtos de beleza (36%), leitores de códigos de barras (22%), óculos escuros (40%) e veículos de até mil cilindradas (50%).

O Ministério das Relações Exteriores esclareceu que está aberto a um diálogo que permita uma solução satisfatória para ambas as partes.

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, reconheceu recentemente que o seu país também prefere uma solução negociada e que apresentará uma oferta que possa satisfazer os brasileiros.

As sanções comerciais foram um dos assuntos discutidos na visita ao Brasil feita na semana passada pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que também disse confiar em uma solução negociada.

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