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10/03/2010 - 09h09

Morte de acusado de ataques em Bali enfraquece terrorismo na Ásia

Juan Palop.

Jacarta, 10 mar (EFE).- O Governo da Indonésia confirmou hoje a morte de Dulmatin, um dos terroristas mais procurados do Sudeste Asiático e acusado de envolvimento nos atentados de Bali de 2002, no qual 202 pessoas morreram, a maioria turistas.

O presidente do país, Susilo Bambang Yudhoyono, anunciou a morte de Dulmatin direto da Austrália, onde está em visita oficial. Segundo as autoridades, o extremista morreu ontem, junto a outros dois suspeitos, durante uma operação antiterrorista nos arredores de Jacarta.

"Podemos confirmar que um dos mortos é Dulmatin, um dos maiores terroristas do Sudeste Asiático", afirmou Yudhoyono em seu discurso no Parlamento australiano.

Pouco depois, o chefe da Polícia indonésia, general Bambang Hendarso Danuri, confirmou em entrevista coletiva que os exames de DNA, as impressões digitais e outras formas de identificação indicaram, com "100%" de certeza, que um dos corpos recolhidos após o tiroteio é do líder terrorista morto.

Dulmatin, por cuja captura os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de US$ 10 milhões, foi um dos que preparou as bombas usadas no massacre de Bali e em um ataque contra o Hotel Marriott de Jacarta em 2003.

Especialista em eletrônica e membro de destaque do grupo radical Jemaah Islamiya, o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, o "Gênio", como ele era conhecido, fugia das forças de segurança da Indonésia, da Malásia e das Filipinas havia oito anos.

O terrorista, de 39 anos, aprendeu a fabricar explosivos nos campos de treinamento instalados pela rede de Osama bin Laden no Afeganistão, segundo investigadores.

Dulmatin foi morto a tiros na manhã de ontem, durante uma dupla operação policial perto de Jacarta. Na ação, também morreram dois seguranças do fundamentalista e mais duas pessoas foram detidas.

As operações de ontem nos arredores de Jacarta foram subsequentes ao desmantelamento de um campo de treinamento para terroristas na conflituosa província de Aceh, em 22 de fevereiro, e à posterior detenção de 19 radicais.

Após essas investidas antiterroristas, a Indonésia frisou que nenhum problema de segurança perturbará a visita que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará em breve ao país.

A morte de Dulmatin foi o golpe mais duro sofrido pela Jemaah Islamiya desde que, em setembro do ano passado, perdeu a vida o malaio Noordin Mohammed Top, até então o terrorista mais procurado do Sudeste Asiático.

Top era acusado de ter organizado a maioria dos grandes atentados cometidos na região na última década, entre eles o duplo ataque suicida contra dois hotéis de luxo de Jacarta em julho de 2009.

As forças de segurança da nação com a maior população muçulmana do mundo detiveram ou mataram mais de 400 suspeitos de terrorismo nos últimos anos. No entanto, especialistas acham que os radicais islâmicos ainda contam com certa capacidade operacional.

Nascida em 1995, a Jemaah Islamiya busca estabelecer um Estado islâmico na Indonésia, na Malásia e no sul das Filipinas e da Tailândia. A ela são atribuídos cerca de 50 atentados, responsáveis por mais de 200 mortes.

Além disso, especialistas acham que o Sudeste Asiático abriga um número indeterminado de pequenos grupos extremistas na órbita da Al Qaeda. Mas como não atuam de maneira coordenada, não são considerados uma grande ameaça.

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