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11/03/2010 - 15h55

Com Maliki à frente, grandes coalizões lideram apuração no Iraque

Bagdá, 11 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, aparece na frente nos primeiros resultados parciais das eleições de domingo, divulgados hoje e que confirmam que a luta pelo poder deve se centrar entre as três principais coalizões políticas do país.

Após vários dias de espera, a Comissão Nacional Eleitoral divulgou os primeiros números sobre algumas das 18 províncias em que houve votação.

Segundo esses números, referentes às províncias de Najaf e Babel, o Estado de Direito, aliança do premiê, conseguiu 124.733 votos, seguida de perto pela Aliança Nacional Iraquiana (ANI), que obteve 103.583.

Em terceiro lugar aparece a coalizão Al-Iraqiya (O Iraquiano), que no resultado parcial de hoje recebeu 40.916 votos.

Os dados não indicam o estado da apuração em Najaf e Babel, mas as autoridades eleitorais tinham dito que os primeiros resultados corresponderiam a cerca de 30% das urnas de cada província.

Najaf e Babel, que juntas têm direito a 28 dos 325 deputados do Parlamento (unicameral), são regiões de maioria xiita. Por isso, não se pode tomar os resultados nas duas províncias como referência para o resto do país.

Os cálculos anteriores já tinham antecipado que, nessas regiões, Maliki e a ANI, liderada pelo grupo político xiita mais importante do país, o Conselho Supremo Islâmico do Iraque, teriam melhores posições.

Por outro lado, a Al-Iraqiya, onde estão importantes dirigentes sunitas, deve conseguir a maioria dos votos nas províncias sunitas do centro e do oeste do país.

A coalizão de Maliki obteve na província de Najaf 55.846 votos, seguida da ANI, com 48.613, e da Al Iraqiya, com 9.076.

Posições iguais ocuparam as três alianças políticas na apuração parcial da província de Babel: Estado de Direito (68.887), ANI (54.970) e Al-Iraqiya (31.840).

Embora a imprensa iraquiana tenha publicado números de certas áreas de Bagdá e de províncias como Diyala, a Comissão Eleitoral esclareceu que não estão avalizados pela instituição, que confirmou ter divulgado dados de Najaf e Babel.

A apuração nas duas províncias, embora parcial, confirma que a luta está centrada nas três alianças, de acordo com as previsões dos líderes políticos iraquianos.

A Comissão Eleitoral ainda não disse quando os resultados finais do pleito poderão estar prontos, mas calcula que o cômputo dos dados e a verificação da informação se estenderá por um mês.

Os números entregues hoje, embora oficiais, ainda são provisórios, já que precisam ser aprovados pela Suprema Corte. A partir desse passo, e nos próximos 15 dias, o novo Parlamento estará instalado.

Os primeiros resultados foram dados a conhecer com um dia de atraso. A Comissão Eleitoral anunciou na terça-feira à noite que os primeiros números sairiam na quarta-feira, mas terminou o dia sem divulgar nada.

O chefe da missão da ONU no Iraque, Ad Melkert, antecipou ontem que hoje seriam anunciados os primeiros dados preliminares, previsão que acabou se cumprindo.

As eleições de 7 de março tiveram a participação de 62% dos 18,9 milhões de iraquianos que estavam convocados às urnas. Os eleitores elegeram um novo Parlamento, que será integrado por 325 deputados.

Entre as primeiras decisões que o Parlamento tomará está a de nomear um presidente, com dois terços dos votos dos deputados. O chefe de Estado se encarregará de dar o cargo de primeiro-ministro ao líder da coalizão ganhadora.

A Al-Iraqiya, em comunicado divulgado hoje, lamentou a confusão originada pela publicação dos primeiros resultados.

O atraso, segundo a coalizão opositora, aumenta as suspeitas sobre uma possível manipulação da apuração.

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